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Cidadania e Animais de Companhia / Re:Debate sobre Direitos dos Animais - 26 de Março
« em: Março 11, 2011, 00:22:45 »
Tipo, muito obrigada pelos seus comentários.
Muito rapidamente, quanto às questões que levanta (Serão ou poderão ser iguais os direitos de diferentes animais como um cão e um lobo ou um réptil ou mesmo um peixe? Será que um animal domestico tem mais direitos que um selvagem? Onde começam e acabam os direitos dos animais?), a minha opinião pessoal é que quando falamos de direitos dos animais não podemos atribuir mais ou menos valor a uma ou outra espécie; o que podemos dizer é que todos têm direito a uma vida digna de acordo com os hábitos e comportamentos da sua espécie, de acordo com os parâmetros biológicos e sociais dessa espécie.
Quando eu digo que "os direitos dos animais são tão importantes como os direitos humanos" não quero dizer que os animais devem ter os mesmos direitos que nós. Quero dizer que - para mim - lutar pelos direitos deles (enquanto animais!) merece tanto empenho e tem tanto valor como a luta pelos direitos humanos.
Quanto à não aplicação da lei. Porque é que não é aplicada?
Porque as pessoas não denunciam as situações de maus tratos a que assistem (e têm de ser as pessoas a denunciar porque que eu saiba os animais ainda não usam telemóveis) e também porque quem fiscaliza a aplicação da lei também diz o mesmo do que esse senhor que deixou o cão morrer à fome. Vão chatear-se com isso para quê? Afinal é só um cão.
Há ainda outro problema associado aos animais de companhia: o sistema de identificação que existe actualmente não funciona e tem muitas falhas quando se trata de identificar os proprietários/infractores.
Quanto às soluções escolhidas pelas autarquias para o controlo da população de animais errantes (optando pelo abate em vez da esterilização), o que oiço dizer em todo o lado é que o abate com Eutasil (a única substância autorizada pela DGV para o abate de animais por ser eficaz, rápida e sem sofrimento para o animal) custa muito mais do dobro de uma esterilização. O que me leva a concluir uma de duas: ou as câmaras não sabem fazer contas ou andam a usar "substâncias mais baratas" para abater animais.
Como se vê, alguns animais precisam de uma ajudinha dos humanos para viver com mais dignidade.
Finalmente, é a primeira vez que o Bloco de Esquerda está a pegar neste assunto em Torres Vedras.
Da minha parte espero que as pessoas adiram ao debate e que saiam de lá com mais ferramentas para reflectir sobre o assunto. Se for um falhanço, cá estamos para o assumir e para fazer a nossa análise desse falhanço.
Boa noite,
Isabel
Muito rapidamente, quanto às questões que levanta (Serão ou poderão ser iguais os direitos de diferentes animais como um cão e um lobo ou um réptil ou mesmo um peixe? Será que um animal domestico tem mais direitos que um selvagem? Onde começam e acabam os direitos dos animais?), a minha opinião pessoal é que quando falamos de direitos dos animais não podemos atribuir mais ou menos valor a uma ou outra espécie; o que podemos dizer é que todos têm direito a uma vida digna de acordo com os hábitos e comportamentos da sua espécie, de acordo com os parâmetros biológicos e sociais dessa espécie.
Quando eu digo que "os direitos dos animais são tão importantes como os direitos humanos" não quero dizer que os animais devem ter os mesmos direitos que nós. Quero dizer que - para mim - lutar pelos direitos deles (enquanto animais!) merece tanto empenho e tem tanto valor como a luta pelos direitos humanos.
Quanto à não aplicação da lei. Porque é que não é aplicada?
Porque as pessoas não denunciam as situações de maus tratos a que assistem (e têm de ser as pessoas a denunciar porque que eu saiba os animais ainda não usam telemóveis) e também porque quem fiscaliza a aplicação da lei também diz o mesmo do que esse senhor que deixou o cão morrer à fome. Vão chatear-se com isso para quê? Afinal é só um cão.
Há ainda outro problema associado aos animais de companhia: o sistema de identificação que existe actualmente não funciona e tem muitas falhas quando se trata de identificar os proprietários/infractores.
Quanto às soluções escolhidas pelas autarquias para o controlo da população de animais errantes (optando pelo abate em vez da esterilização), o que oiço dizer em todo o lado é que o abate com Eutasil (a única substância autorizada pela DGV para o abate de animais por ser eficaz, rápida e sem sofrimento para o animal) custa muito mais do dobro de uma esterilização. O que me leva a concluir uma de duas: ou as câmaras não sabem fazer contas ou andam a usar "substâncias mais baratas" para abater animais.
Como se vê, alguns animais precisam de uma ajudinha dos humanos para viver com mais dignidade.
Finalmente, é a primeira vez que o Bloco de Esquerda está a pegar neste assunto em Torres Vedras.
Da minha parte espero que as pessoas adiram ao debate e que saiam de lá com mais ferramentas para reflectir sobre o assunto. Se for um falhanço, cá estamos para o assumir e para fazer a nossa análise desse falhanço.
Boa noite,
Isabel
