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Mensagens - Isabel Cardana

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Tipo, muito obrigada pelos seus comentários.

Muito rapidamente, quanto às questões que levanta (Serão ou poderão ser iguais os direitos de diferentes animais como um cão e um lobo ou um réptil ou mesmo um peixe? Será que um animal domestico tem mais direitos que um selvagem? Onde começam e acabam os direitos dos animais?), a minha opinião pessoal é que quando falamos de direitos dos animais não podemos atribuir mais ou menos valor a uma ou outra espécie; o que podemos dizer é que todos têm direito a uma vida digna de acordo com os hábitos e comportamentos da sua espécie, de acordo com os parâmetros biológicos e sociais dessa espécie.

Quando eu digo que "os direitos dos animais são tão importantes como os direitos humanos" não quero dizer que os animais devem ter os mesmos direitos que nós. Quero dizer que - para mim - lutar pelos direitos deles (enquanto animais!) merece tanto empenho e tem tanto valor como a luta pelos direitos humanos.

Quanto à não aplicação da lei. Porque é que não é aplicada?
Porque as pessoas não denunciam as situações de maus tratos a que assistem (e têm de ser as pessoas a denunciar porque que eu saiba os animais ainda não usam telemóveis) e também porque quem fiscaliza a aplicação da lei também diz o mesmo do que esse senhor que deixou o cão morrer à fome. Vão chatear-se com isso para quê? Afinal é só um cão.

Há ainda outro problema associado aos animais de companhia: o sistema de identificação que existe actualmente não funciona e tem muitas falhas quando se trata de identificar os proprietários/infractores.

Quanto às soluções escolhidas pelas autarquias para o controlo da população de animais errantes (optando pelo abate em vez da esterilização), o que oiço dizer em todo o lado é que o abate com Eutasil (a única substância autorizada pela DGV para o abate de animais por ser eficaz, rápida e sem sofrimento para o animal) custa muito mais do dobro de uma esterilização. O que me leva a concluir uma de duas: ou as câmaras não sabem fazer contas ou andam a usar "substâncias mais baratas" para abater animais.

Como se vê, alguns animais precisam de uma ajudinha dos humanos para viver com mais dignidade.

Finalmente, é a primeira vez que o Bloco de Esquerda está a pegar neste assunto em Torres Vedras.
Da minha parte espero que as pessoas adiram ao debate e que saiam de lá com mais ferramentas para reflectir sobre o assunto. Se for um falhanço, cá estamos para o assumir e para fazer a nossa análise desse falhanço.

Boa noite,
Isabel

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Começando pelo fim, respondo-lhe com as suas próprias palavras:
"Os direitos são atribuídos pela sociedade com base em determinados parâmetros que vão sendo alterados com o tempo e o grau de civilização."

Estou de acordo com o facto de sermos nós, animais humanos, quem - em primeira instância - tem de ter deveres perante os animais não-humanos. E temos mas não os cumprimos. A lei existe e não é aplicada. Enquanto não lhes forem reconhecidos direitos (na qualidade de animais que são e não de pessoas, entenda-se), continuarão a ter a dignidade de um objecto e isso não chega, obviamente.

Quanto à "integração com a região" e às tradições que existiam antigamente, desculpe que lhe diga mas não me importam as tradições que existiam. O que importa é o que ainda existe.

Enquanto houver um cão preso a um barracão isolado, dia após dia, sem as mínimas condições de dignidade, apenas para que o seu proprietário fique descansado com os ladrões, não estou contente.

Enquanto o gado vivo continuar a ser transportado como se fosse baldes de lixo, não estou contente.

Enquanto os animais continuarem a ser objectos, meros produtos para comercializar, exibir e descartar, não estou contente.

Enquanto os animais abandonados e errantes forem recolhidos pelas autarquias para serem abatidos, sem que sejam aplicadas (em vez do abate) quaisquer medidas de controlo da população (esterilização), recuperação (tratamento veterinário de animais que estão doentes) e reintegração (campanhas de adopção responsável), não estou contente.

Finalmente, não me parece que seja com caldo verde e pasteis de feijão que se mudam comportamentos. Nem sequer é só com isso que se obtêm votos.

Muito obrigada.
Isabel Cardana

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Boa tarde.

Peço desculpa mas não entendi as suas questões.
Quer reformular?

Obrigada,
Isabel Cardana

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Cidadania e Animais de Companhia / Re:aparato policial
« em: Março 01, 2011, 15:47:59 »
Boa tarde,
Que tal aproveitarmos o debate que é referido neste tópico http://209.200.102.20/smf/index.php?topic=3243.0 para discutir a actuação das autoridades nestas situações?

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Boa tarde,
se for do vosso interesse estão desde já convidados a participar no debate que é referido neste tópico: http://209.200.102.20/smf/index.php?topic=3243.0

Obrigada,
Isabel Cardana

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Cidadania - Geral / Re:Abate de Árvores
« em: Março 01, 2011, 02:34:21 »
o esclarecimento tá no link que postei.

No link que postaste está uma declaração que pode ser confundida com um esclarecimento mas que no fundo não é um esclarecimento, pelo menos para mim. Mas suponho que seja um problema meu.

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Citando-o, os "animais que promovem a pobreza, financeira e cultural, que temos assistido" estão bem defendidos e têm as costas largas. Os outros animais, não-humanos, não têm voz nem advogados, são castigados sem cometer crimes e a lei que os "protege" não é aplicada.


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Para mim os direitos dos animais são tão importantes como os direitos humanos e por isso devem ser defendidos em permanência e com mais força ainda "nos tempos em que vivemos" (suponho que se refira aos "tempos de crise").
Se pensarmos um pouco é precisamente nas alturas mais complicadas - económica e socialmente - que os animais correm mais riscos de ser maltratados: o animal de estimação que "está a dar muita despesa" e se calhar tem de ser dispensado, a  transporte de gado vivo que já é feito em péssimas condições e onde cabiam 200 porcos passam a caber 250 para poupar mais algum dinheiro, o abate de animais com métodos não autorizados porque o eutasil é demasiado caro. Há muitos mais exemplos, estes são apenas os mais óbvios. As touradas são apenas mais um caso e o facto de centrarmos a discussão nisso só nos distrai de outros casos tão ou mais graves.




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Olá André,

Não pretendemos centrar o debate na questão das touradas.

Apesar de os Marinhenses Anti-Touradas terem como meta final levar a Marinha Grande a declarar-se cidade anti-touradas (à semelhança de Viana do Castelo), a presença deste movimento cívico no debate servirá principalmente para discutirmos de que forma podemos lutar pelos direitos dos animais criando e apoiando movimentos de cidadãos, como chegar às pessoas através do activismo cívico e da divulgação de informação.

Para além dos Marinhenses Anti-Touradas estará também no Debate o Hugo Evangelista que nos mostrará aquilo que o Bloco de Esquerda, enquanto partido politico com assento parlamentar, tem feito pelos direitos dos animais em Portugal.
 
Teremos também a Rita Silva que é a actual presidente da ANIMAL, umas das associações de defesa dos direitos dos animais com mais visibilidade no país, que nos trará de certeza um contributo muito diversificado sobre a defesa dos direitos dos animais.

Convido-te a estar presente e a trazer o teu próprio contributo, enquanto cidadão, para o debate.
Juntos poderemos mudar alguma coisa.

Obrigada,
Isabel

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Cartaz ampliado: http://goo.gl/QLuul

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Cidadania - Geral / Re:Abate de Árvores
« em: Fevereiro 18, 2011, 16:02:23 »

Pegando no que foi dito pelo Dr. Carlos Miguel:

Em concreto, as árvores em frente ao hospital foram cortadas porque ocupavam todo o passeio, obrigando as pessoas a circularem pela estrada.
Para garantir a mobilidade tivemos de proceder ao corte.


Daqui a uns dias - neste local especificamente - em vez de arvores a obstruir o passeio teremos uma fila de carros estacionados. Para resolver o problema a câmara há-de colocar pilateres (ou não...). Em vez de árvores eventualmente ficaremos com pilaretes. Podiam ter optado por construir ali mais meio metro de passeio, mas não; abatem-se as árvores e espeta-se com meia dúzia de pilaretes. Grande gestão urbanística.

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Cidadania - Geral / Re:Abate de Árvores
« em: Fevereiro 18, 2011, 15:46:23 »
Cortar árvores para garantir a mobilidade dos peões em vez de alargar os passeios e colocar pilaretes para impedir o estacionamento de carros em cima dos mesmos?

Acho piada.






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