Os Orçamentos são discutidos e aprovados em reunião de Câmara e, posteriormente, em Assembleia Municipal, local próprio para se levantar questões, pedir esclarecimentos e assumir o voto.
Custa-me ver Autarcas, membros da Assembleia Municipal, levantar atoardas sem fazer qualquer esforço para informar nem de se informar.
Em concreto, a Câmara Municipal é responsável pelo ensino pré-escolar e primeiro ciclo de escolaridade obrigatório. Isto é, pelos Jardins de Infância (3 aos 5 anos) e pelas Escolas Básicas. As Creches são da responsabilidade da Segurança Social, não da Câmara Municipal.
Num estudo elaborado pelo Ministério da Educação e publicado no insuspeito Frenteoeste de 09/10/03, é referido que o concelho de Torres Vedras tem uma taxa de cobertura da população em idade de frequência do ensino pré-escolar ( 3 a 5 anos - Jardins de Infância) de 103,6%. Isto quando o estudo aponta uma taxa de cobertura a nível nacional de 53,69% para a rede pública e de 39,24% para as redes solidária e particular, bastante mais reduzidas do que no Município de Torres Vedras, onde a rede pública ocupa uma taxa de 61,51%, as IPSS 36,18% e a particular 5,91%.
Já depois deste estudo, no ano de 2003 foram abertos mais 4 J.I. completamente novos: Ponte do Rol, Assenta, Boavista (Silveira) e A-dos-Cunhados.
A par destes novos equipamentos têm sido multiplos os esforços de renovação do parque escolar, requalificando e ampliando.
Neste momento trabalha-se em projectos para Escolas Básicas novas no Outeiro da Cabeça, Carvoeira, Dois Portos e Ventosa.
Embora Torres Vedras esteja na liderança nacional nesta matéria, ela continua a ser uma forte aposta para o futuro.
Desta forma os dinheiros orçamentados por este ano respeitam a projectos e manutenções. Os euros de 2003 correspondiam a parte de pagamentos das obras dos quatro novos Jardins de Infância referidos.
Quanto aos 100.000 Euros orçamentados para sinalética, eles não são para Torres Vedras cidade, mas para Torres Vedars concelho, isto é 407 Km2 e mais de 100 lugares.
Podemos concluir que para além de nunca ser motivo de vergonha ser de Torres, neste caso, é motivo de orgulho.
Cumprimentos
Carlos Miguel