Autor Tópico: Despesa publica da CMTVedras  (Lida 974 vezes)

Offline DFerreira

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Despesa publica da CMTVedras
« em: Setembro 09, 2014, 10:08:32 »
Gostaria de lançar aqui um novo tópico, que chamo "Pedidos de esclarecimentos e análise da despesa publica da CMTVedras", onde pretendo expôr casos de despesa pública efectuada pela CMTVedras, e espero esclarecimentos acerca destas.

Começo com o caso da base de dados de contratos públicos referido abaixo

http://www.base.gov.pt/base2/html/pesquisas/contratos.shtml?adjudicatariaid=235911#1145938

Refere-se a "Aquisição de sacos non woven e chapéus de palha para oferta no passeio dos idosos a realizar no ano de 2014", num valor de 8500€, por adjudicação directa a uma empresa.
Mais, verifica-se que a CMTVedras, em 2011 e 2013 recorreu, para este tipo de aquisição, à mesma forma de contrato à mesma empresa.

A principal questão que coloco é:

- sabendo que não é necessário concurso público para uma aquisição deste valor "baixo", até que ponto foi determinado que este é de facto o valor mais "em conta"? Foram analisadas alternativas no mercado, em cada adjudicação (2011, 2013, 2014)?
- confesso que não sei o cutso deste tipo de material, mas 8500€ por sacos de non woven e chapéus de palha parece-me excessivo. podemos ter indicações mais pormenorizadas deste contrato: qual a quantidade encomendada, e qual o preço unitário acordado? Até que ponto foram correctamente dimensionados estes números (quantidade e preço unitário)?



Offline rogeriopaulo

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Re: Despesa publica da CMTVedras
« Responder #1 em: Setembro 10, 2014, 16:53:14 »
DFerreira, concordo que o esclarecimento é a melhor forma de manter a confiança e apagar duvidas , não coloco isso em causa e até acho bem colocarem essas questões, e não estou nem nunca estive aqui no Fórum a defender quem quer que seja, mas como pode parecer excessivo , se nem sequer sabe a quantidade comprada?....
Rogério

O melhor amigo , não é aquele que nos faz rir com mentiras , mas sim , aquele que nos faz chorar com verdades .

Offline DFerreira

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Re: Despesa publica da CMTVedras
« Responder #2 em: Setembro 11, 2014, 09:36:38 »
Admito que, sem indicação da dimensão da aquisição, não poderia tirar ilações acerca do valor global desta.

Um exercicio que devia ter feito anteriormente: em contas rápidas, cheguei à conclusão que o valor global da aquisição, com base nos preços praticados pelo mercado actualmente, permite adquirir cerca de 5000 conjuntos adquiridos, o que se aproxima do nº de idosos envolvidos neste tipo de eventos nos ultimos anos.

Mea Culpa!
Apresento um pedido de desculpas à CMTVedras pela precipitção.

Offline DFerreira

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Re: Despesa publica da CMTVedras
« Responder #3 em: Janeiro 21, 2015, 16:51:00 »
Mais um caso de despesa publica a esclarecer:

http://madespesapublica.blogspot.pt/2015/01/a-arvore-de-natal-de-torres-vedras.html

"(...)está escrito no contrato publicado pelo município de Torres Vedras no dia 19 de Dezembro no portal BASE: "aquisição de árvore de Natal". Preço; 11.700,00 € (+IVA). O Má Despesa tentou saber mais sobre o objecto da compra mas o documento publicado pela autarquia nada esclarece quanto a isso."

Gostaria de pedir esclarecimentos à CMTVedras em relação a esta árvore de Natal:
- este valor refere-se a uma arvore e decorações novas?
se sim, o que aconteceu ao equipamento antigo?
se não é equipamento novo, porque é que a reutilização de equipamento de anos anteriores custa €11.700?
- isto inclui apenas a árvore de Natal, ou são todas as decorações usadas este ano (passadeiras vermelhas, luzes, vasos, etc)?

Offline torreense

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Re: Despesa publica da CMTVedras
« Responder #4 em: Fevereiro 24, 2015, 11:24:56 »
AS AUTARQUIAS SÓ SERVEM PARA GASTAR RECURSOS DE FORMA INEFICIENTE............
ESCLARECIMENTOS SOBRE DESPESA PÚBLICA?
ASSISTAM À ASSEMB MUNICIPAL E APRECIEM A QUALIDADE DO DEBATE E DOS INTERVENIENTES...

Artigo de opinião de PAULO MORAIS (negrito não consta do texto original)

Jornal Correio da Manhã  21.02.2015 00:30


As cidades portuguesas conquistam cada vez mais turistas e são consideradas destino de eleição para muitos especialistas. Têm património, restauração e hotelaria com boa relação qualidade-preço. E bom clima. Mas, paradoxalmente, não proporcionam qualidade de vida aos residentes. Para as famílias portuguesas, as suas novas cidades são hoje os centros comerciais. Menos por mérito próprio destes e mais por incompetência dos autarcas.

Os espaços comuns dos centros comerciais ganham em toda a linha.


O chão está limpo e em boas condições de conservação, enquanto ruas e passeios estão sujos e esburacados, alguns cheios de crateras, que ameaçam idosos e crianças incautas. Nos centros, há um ambiente geral de segurança, enquanto em algumas ruas, particularmente em Lisboa, paira a marginalidade. Além do mais, há todo um conjunto de equipamentos de que os centros dispõem, como parques infantis, WC asseados e fraldários, que rareiam na via pública. Nos shoppings, há zonas de descanso com mobiliário ergonómico; já nos jardins públicos os bancos estão danificados e os canteiros destruídos.

Não é pois de admirar que as famílias, nos seus tempos livres, procurem o conforto dos centros comerciais e não os espaços inóspitos das ruas.


O abandono do espaço público constitui um constrangimento crónico nas cidades portuguesas. O que é inadmissível, porquanto são gigantescos os orçamentos municipais, com os 700 milhões anuais de Lisboa a liderar. Mas os autarcas têm mais onde gastar dinheiro, distribuindo empregos por boys partidários ou repartindo benesses pelos mais diversos grupos de apaniguados. É claro que depois faltam recursos para aquela que deveria ser a primeira das missões municipais, a manutenção e conservação do espaço público. Há que pôr cobro aos erros acumulados.


É pois este o desafio da nova geração de autarcas, em particular nas áreas metropolitanas: gerir com seriedade e competência o património valioso que lhes é confiado. Se não o fizerem, então as autarquias só servem para gastar recursos.