O Parque da Varzea festejou recentemente 10 anos de existência, e tem todo o aspecto de não ter tido qualquer tipo de renovação, nem qualquer tipo de manutenção digna desse nome desde que abriu.
O parque infantil está degradado, e já apresenta diversos perigos que justificavam o seu encerramento.
A sinalização está degradada.
Os bebedouros não funcionam
A iluminação tem problemas.
Alguns assentos danificados.
Falta vigilância adequado, face ao nº de pessoas e crianças que o utilizam, o que não se justifica pela proximidade da esquadra da PSP.
O estacionamento é desregulado, havendo abuso de carrinhas publicitárias a ocupar lugares SEMANAS a fio.
A pista de fitness está degradada.
e nisto tudo, qual a posição do bar da Varzea e o bar do Centro Ambiental?
Ambos tiram beneficios pela localização, mas que parte têm eles na manutenção do Parque, zona infantil, anfiteatro, skate parque, etc? No fundo, é do interesses dos bares as boas condições do ambiente onde se inserem, mas a responsabilidade é exclusivamente da Câmara Municipal, ou há partilha de responsabilidades com as concessões?
Pelo caminhar, o que se vê na cidade é uma inversão: a Varzea está a tornar-se o que o choupal era: desinteresse e abandono absoluto, destruição generalizada, vandalismo, mau ambiente. Dentro em pouco, está-se a discutir novamente um POLIS para a zona da Varzea, com 10/15 anos de atraso e custos muito superiores se houvesse uma manutenção atempada.
Pode-se pensar em criando ou arranjar os espaços verdes / parques infantis no centro da Cidade:
- recuperação do Parque da Conquinha, por detrás do Pingo Doce: recuperação do equipamento infantil e piso
- recuperaçao do Parque e Ringue da Rua Dr. Julio Cesar Lucas, no centro: recuperação do ringue, pintura, substituição de piso, plantação de árvores saudáveis e colocação de equipamento infantil
- redesenhar a Praceta Dr. Vilela: diminuir o tamanho da piscina dos peixes e substitui-lo por um lago de mais fácil manutenção
- redesenhar o Jardim da Graça: aumentar o espaço util, eliminar a fonte do obelisco, que não serve de nada vazio de água (por falar nisso, a fonte só funciona nas eleições?!), e só custa dinheiro, fechar os balnearios subterrâneos e retirar a cobertura à superficie, e substitui-los por casa de banho auto-lavavel mais ajustado ao tipo de espaço (a sua manutenção não se justifica, e o espaço ocupado à superficie pela cobertura é demasiado para as dimensões do Jardim)
- melhorar o jardim junto ao cemitério e casa mortuária, com colocação de bancos e bebedouro (que funcione!)
- acesso aos parques infantis das escolas primárias fora do horário escolar (fim de semanas e feriados)
Acredito que estas alterações, aproveitando a recuperação do Choupal (é possivel reorientar financiamento do Choupal para estes jardins?!) permite: diminuir a pressão sobre o Choupal e Parque da Várzea, alarga o acesso deste tipo de espaços a mais população que pode não ter forma de se deslocar aos parques periféricos, aumenta o espaço verde e arborizado da cidade, melhorando o ar em geral e a temperatura da cidade (há estudos que o comprovam), e reduz o desgaste dos equipamentos, e tão importante, reduz os custos de manutenção e recuperação futuras, e permite uma melhor alocação de recursos