Pedro Oliveira - "autuar quem urine na via pública (já o vi fazerem em Santa Cruz, há uns anos, e convenhamos que as 3 da manhã não há WC públicos abertos em Santa Cruz " - O Pedro está a comparar a PSP de Torres Vedras com a GNR de Sta. Cruz. Penso que já se publicaram tópicos suficientes para se concluir da eficácia de um em comparação com o outro...
"E acho preferível isto a ter que mudar o carnaval para a expotorres, onde só se resolve PARCIALMENTE o problema" - é uma parte que fica resolvida! Faltam os outros problemas, mas uma solução não impede as outras! Em conjunto com as suas ideias, e as de muitos participantes deste tópico.
Além das sugestões do Pedro (que mais não são que senso comum, e sem tirar mérito - o Pedro que me desculpe se assim considerar - é o mesmo problema que os fogos no verão, o mal já aconteceu): eu sugiro a passagem de ALGUNS dos corsos para a EXPO-TORRES, mantendo os outros corsos no centro. Tem que se analisar esta opção e as outras todas do ponto de vista de componentes tradicionais a manter (ver se faz sentido manter eventos que não contribuem para o carnaval ou a sua identidade), aspectos sociais (do impacto que JÁ tem na população, o sr. Presidente não pode esperar que o "azar" bata à porta) e do impacto económico. Porque acredito, o Carnaval e a Cidade tem muito a ganhar em não adiar isto mais.
forbis - "fiscalizaçao por parte das autoridades de viaturas a saida de parques de estacionamento e acessos a cidade."
"Penso que uma das soluçoes passaria por mais policias fora do espaço delimitado(sem perca de efectivo dentro do mesmo)."
Quem, a PSP de Torres Vedras?! Sem ofensa, mas parece que o forbis não mora na cidade...
Mencionava também "muitas festas de "aldeia" também nas suas festas anuais fazem barulho ate as 5/6h da manha " - só porque o fazem, não quer dizer que é correcto! Sugiro uma leitura do estudo da Provedoria da Justiça sobre o ruido, que partilhei a uns posts atrás. Muitas das "autorizações" e "licenciamentos" são errados, mal enquadrados juridicamente, e muitas vezes nem existem, pois é feita uma avaliação "subjectiva" e em interesse próprio. Basta ver quantos presidentes de Câmara e de Junta são também presidentes de Confraria, colectividades e comissões organizadoras. Estas festas não são exemplo a seguir!
"no entanto é necessario haver uma profunda discussao sobre o assunto." - só me dá razão! Mas isto já foi dito há 10/11 anos, pela boca do próprio presidente.
Esta discussão tem de abranger CMTVedras, Promotorres, Confraria, PSP, empresários do sector, empresário não só do sector e também moradores! Do centro histórico e centro não histórico.
Tem que se falar de eventos principais e acessórios, percursos, horários, impacto económico E social, o peso dos beneficios de uns e dos prejuizos de outros, e deixar as emoções de fora.
Não se pode continuar a "deixar andar", até que aconteça "algum azar", baseado apenas no beneficio económico da cidade (na verdade, apenas de alguns) e uma tradição histórica (que já se perdeu!), deixando de fora um largo espectro da população descontente, pessoas envolvidas que entretanto se afastaram do Carnaval por não se reverem na sua forma actual, precisamente porque não é o tradicional. Sou recente na cidade (4 anos), mas muita gente mais antiga é peremtória quando me diz "isto antigamente não era nada disto, era uma festa! Agora é uma bandalheira!" Eu só conheço a bandalheira!
Quem defende o Carnaval enquanto património cultural regional (e para alguns, que o querem da Humanidade) não se pode fechar a esta discussão.