Exmo. Sr. todo-poderoso da autarquia (o tal que defendia a deslocalização do recinto do Carnaval para a Expotorres),
Registo a sua simpática contribuição. Registo com estranheza a impossibilidade de uma conservação das espécies arbóreas em apreço.
Ora é precisamente a mísera “espécie de árvores” colocadas na Rua Santos Bernardes há exatamente cinco anos, em substituição de outras de muito maior porte que ali existiam até à data e estavam perfeitamente ambientadas (abatidas, aí sim, sem justificação alguma), a problemática.
Em causa estão tomadas de posição políticas. Cofinanciar-se à descarada e ao desbarato garrafões e enfeitezinhos de rotundas no valor de milhões e reorganizações de estacionamento (“jobs” na nova EMEL torriense) faz-se levianamente. Com a mesma leviandade se usurpa em sede de IMI o que falta para colmatar os encargos. Já ninharias...
Retomando: Não se questiona a responsabilidade legal da autarquia, mas é fácil interrogarmo-nos sobre o porquê de não se auscultar a opinião das gentes de Torres Vedras em decisões revelantes, achando-se que um ato eleitoral - por si só - legitima toda e qualquer prática. Sobrevaloriza-se apenas o incómodo de certos residentes face a flora cronologicamente muito anterior ao tempo de vida de qualquer dos queixosos. Acontece que sob o ponto de vista legal, são os torrienses, mas acima de tudo os portugueses, que têm autoridade sobre o seu território.
Mas sabemos que para os lados da câmara são muito dados à inércia em certas questões. Veja-se a quase nenhuma sensibilização dos torrienses para a praga de pombos que temos na cidade.
Corrijo então... inércia e imundice. Só por imundice declarada se vai a Lisboa, no âmbito dos festejos de Carnaval, endeusar alguém que pela sua intransigência deixou a capital de um país insalubre, por altura de outros festejos.
Desculpe-me ser tão prosaico e fazer de Velho do Restelo, mas, quando estamos a falar de Carnaval, o tom é mesmo este.
É mais que evidente que Carnaval localmente não falta.