Boa Noite!
Há termos, expressões e considerações que (pela falta de verdade, falta de enquadramento e falta de ligação à realidade) não comento!
É com prazer que venho reforçar os esclarecimentos que foram dados oportunamente (desde há várias semanas) por e-mail, através de contacto telefónico e pessoalmente, a todos os coordenadores e prestadores de serviços da Física.
Concretizando:
- Como é do conhecimento público a actual situação económica do país, dos municípios, das associações e de todos os portugueses é extremamente difícil.
- Na Física a situação é igualmente complexa.
- A ARS tem os seus pagamentos atrasados 7 meses, fazendo ultrapassar em cada mês todos os limites de factoring (centenas de milhares de euros).
- O Ministério da Educação (Escola de Musica) tem pagamentos atrasados em mais de 100 000 euros.
- A CMTV não consegue, no momento, garantir apoios, como há alguns anos, atrasando mesmo (perceptivelmente) os subsídios que noutros tempos disponibilizava, atempadamente.
- Os custos de funcionamento, mesmo com racionalidade, são cada vez maiores. Por exemplo, o aumento do IVA sobre a electricidade e gás vai representar um custo acrescido anual de cerca de 30 000 euros.
- O Crédito é cada vez mais difícil e caro.
Perante esta difícil situação, a gestão da Física, tal como de tantas outras instituições, implica alterações aos procedimentos habituais.
Desde logo:
1- Racionalizando os custos desportivos
Por esta razão, e muito embora a equipa sénior de Hóquei em Patins tenha sido apurada para a Taça CERS, foi decidido não inscrever a equipa, deixando assim de se gastar dezenas de milhares de euros. Foi, ainda, decidido efectuar uma diminuição de 10 % no respectivo orçamento.
No basquetebol Sénior não foram contratados jogadores americanos, decidindo-se valorizar os nossos jogadores mais jovens.
2- Reduzindo os custos administrativos
3- Cativando novos mecenas e novos patrocínios
4- Obtendo crédito nas melhores condições - Pretende-se, desta forma, colmatar os atrasos de muitos meses nas transferências de verbas, evitando que em momentos de falta de liquidez tenham que ser efectuados empréstimos de dezenas de milhares de euros por parte do Presidente.
Quanto à forma de pagamento de vencimentos dos funcionários do quadro tudo continuará a decorrer como habitualmente.
Apenas no que respeita às dezenas de colaboradores eventuais, contratados anualmente, para as mais diversas actividades (Actividades de Enriquecimento Curricular , Escola de Musica, Treinadores etc., etc.) foi solicitado que passassem a ter conta no aludido banco.
Neste caso, e para todos aqueles que manifestaram interesse, para além da comunicação interna, foi dada a possibilidade de serem esclarecidos pessoalmente, quer pela direcção quer pela entidade bancária sobre o desenrolar de todo o processo – nomeadamente, que a abertura de conta não tem qualquer custo se for usada normalmente; somente no caso de o titular o pretender poderá ter acesso a um crédito, a custos reduzidos.
A abertura das contas na referida entidade bancária permitirá à Física obtenção de facilidades em Conta corrente.
Com este procedimento pretendemos apenas (e todos os envolvidos sabem disso) poder colmatar a falta de verbas para, nos devidos momentos, efectuar o pagamento dos vencimentos – mesmo assim sem a certeza de que tal seja suficiente.
Pelo acima exposto, é fácil compreender que a gestão de todos os recursos tem unicamente em vista facilitar a vida de todos os intervenientes. Sem margem para dúvidas ou confusões, não é aceitável que se confunda uma gestão séria, preocupada e dedicada, com outro qualquer tipo de acção.
É importante salientar que os membros da direcção da Física são mulheres e homens livres que disponibilizam o seu trabalho e tempo de forma voluntária e, por isso, não remunerada. São pessoas diferentes que têm em comum a “VONTADE DE SERVIR A FÍSICA” – nunca estiveram em causa as suas crenças religiosas, políticas ou outras quaisquer.
Luís Carlos Lopes
(Presidente da Física)