Vocês desculpem lá mas a conversa está a ficar de tal forma azeda que já não se distingue quem tem razão, quem não tem, se têm todos ou se sinceramente já não interessa quem tem porque a forma clínica como vão atrás dos argumentos uns dos outros, quer tenham um propósito acidental ou não, já enjoa e tira o interesse todo ao tópico.
O sentimento de segurança de cada um baseia-se naquilo que nos intimida ao nível pessoal e o direito a que cada um tem de viver e andar onde quiser sem ter que aturar o comportamento anti-social dos outros.
É natural que haja insegurança, em Torres, em Santa Cruz, na Conchinchina, onde vocês quiserem referir, crime e violência há em todo o lado e há-de ser sempre assim. Se cada vez se nota mais a insegurança em Torres é porque estamos a viver numa cidade em franco crescimento e obviamente porque também estamos localizados perto de uma cidade como Lisboa que pela metrópole que é tem este tipo de problemas e muitos mais.
O crime e violência não têm raça, nem religião, não têm idade nem estereótipo que lhes valham. Existem pura e simplesmente e podem vir de qualquer pessoa (ou cão, independentemente de raça), acho que até aqui qualquer pessoa com o mínimo de experiência de vida e convívio social pode concordar.
São é comportamentos que têm que ser minimizados o mais possível, quer pela natureza contagiosa, quer pelo mau estar que provocam nas áreas onde mais se fazem sentir. Isso faz-se como ? Policiamento, puro e simples, e quem disser o contrário vive num mundo de ilusão ou tem alguma coisa a esconder.
Então parece óbvio que se as pessoas se sentem inseguras devia haver mais policiamento. Se a polícia sabe onde se encontram os focos destes eventos, sejam eles do tipo diurno ou nocturno deviam promover mais vigilância e actuar, sempre que necessário, com a severidade que se adeque à situação. Eu aqui abstenho-me de mais comentários porque não suporto sociopatas e tenho opinões pessoais muito duras em relação a este tipo de pessoa.
Na altura do Carnaval há um rio de pessoas nas ruas de Torres Vedras, há um mar de alcool dentro (e fora) dessas mesmas pessoas e um oceano de euforias positivas e negativas e no entanto não se vê tanta violência quanto aquela que seria de esperar numa situação destas. Porquê ? Creio eu que seja pela quantidade de agentes da autoridade que circulam pelas ruas e mantêm a tão necessária ordem. Porque não chamar essas boas almas de vez em quando para visitas esporádicas à nossa cidade ? Eu acho muito sinceramente que a melhor maneira de combater a insegurança do cidadão comum é promover a insegurança do sociopata (ah! e não percam tempo em "flamar" pelo uso do termo sociopata, eu não estou a chamar doente a niguem estou a usar um termo no sentido do comportamento anti-social, à falta de um termo melhor neste momento)
Isto é a minha opinião.
Ainda que eu também não concorde com o paparazi em relação à selecção de pessoas que frequentam bares (ainda que isso seja um direito/política de qualquer bar, senão não haviam porteiros), eu posso entender a mais pura indignação que o levou a criar este tópico. A situação a que ele foi submetido é daquelas a que eu me abstenho de comentar para não ferir suceptibilidades.
Obrigado, cumprimentos e bom ano a todos.
Pedro Silva