Olá a todos,
Infelizmente, não assisti à última Festa da Juventude. Quanto a participar, bem, devo dizer que recusei. Já me cansei de ver a minha banda apelidada de "banda de garagem" e de não ver qualquer tipo de reconhecimento no meu trabalho.
Bem sei que as bandas não são a única coisa na Festa da Juventude, mas a verdade é que esforçam-se tanto como todos os outros participantes e têm sido os que menos benificiam com o evento. Como já disse, não assisti à Festa de 2004, mas nos anos anteriores, as condições para a actuação dos grupos torreenses têm sido cada vez piores. E as opiniões de quem vê são sempre de que a culpa é dos artistas.
Pois nem sempre, e é injusto que o público apelide as bandas locais de "miúdos barulhentos".
Uma nota para o Dr. Jorge Ralha: o formato da 1ª Festa da Juventude (aquela de 1999) foi mesmo o melhor de todos no que diz respeito à parte da criação musical. E tocar no palco principal foi um óptimo estímulo para nós.
Deixo algumas sugestões em nome das bandas torreenses:
1. Deixem-nos tocar no palco principal (mesmo que não seja no mesmo dia da banda principal).
2. Contratem um técnico de som que não esteja ali a fazer o frete. A última vez que toquei na Festa da Juventude o meu concerto resumiu-se a 3 músicas e meia(!) por causa de um problema alheio à banda e da exclusiva responsabilidade do técnico de som.
3. Vejam bem a que horas deve começar o concerto das bandas locais porque as bandas gostam de tocar para outras pessoas que não sejam elas próprias. Em 2003 começou às 19h30, o público da 1ª banda foi a banda que ia tocar a seguir, porque até as outras bandas estavam a jantar - como praticamente todas as outras pessoas em Torres Vedras.
4. Porque não uma banda torreense a fazer a primeira parte da banda principal? (Se já se fez, peço desculpa).
5. Não se arranja uma designação melhor que "bandas de garagem"? Nem todas o são ou gostam de ser chamadas assim.
6. Porque não começam a publicitar os nomes das bandas que tocam na Festa da Juventude? Quando vejo um concerto gosto de saber quem está a tocar. E quando toco, gosto que saibam quem sou. Os artistas têm destas coisas...
Para não ser só dizer mal, parabéns pelo incentivo à criação plástica, que sei que houve no ano passado. Torres Vedras é uma cidade de artistas. É bom poder mostrar o que se faz em áreas como pintura, desenho, escultura, fotografia ou vídeo. Continuem!
Cumprimentos,
Telmo
(mutecity)