Boa Noite ao Sr. sem nome, F3M, e aos restantes membros que responderam.
Hoje de manhã soube deste debate, e como nele estou envolvida (o meu nome é Nádia Valente, e sou assistente de Frente-Sala do Teatro-Cine de Torres Vedras desde Maio de 2008), não pude deixar de ler, avaliar, e apresentar a situação do meu ponto de vista.
No dia referido, o Sr. F3M, entrou no Teatro-Cine para assistir à peça "À CONQUISTA DO OESTE", e já dentro da sala, como entrou com um carrinho de bébé pedi-lhe o favor de se sentar nos lugares junto dos lugares dos deficientes, uma vez que é o único espaço, dentro da sala, onde poderão permanecer estes carrinhos (os carros de bébés não podem entrar dentro da sala do espectáculo. No entanto, quando existe alguma situação em que o bébé está a dormir, que me pareceu o caso na hora de entrada, abrimos excepção para que o bébé não seja incomodado, e por haver espaço na sala para os deficientes, "arrumamos" nesse lugar, tendo sempre a crença que os pais são conscientes suficiente para perceber que num espectáculo deste cariz, é importante que não hajam atitudes que prejudiquem o normal decorrer da peça). Sim, abrimos uma excepção ao deixar entrar o carrinho, mas não me pareceu prejudicial uma vez que o bebé à hora de entrada estava bastante calmo.
Encontrava-me no Foyer, quando a Dr. Cristiana Vaza (Directora de Produçaõ do Teatro-Cine), que estava no Balcão (ou seja, no piso superior, veio ao meu encontro e me pediu para ver na sala o que se passava porque estava um bebé a "palrar" e a brincar e estava a ser um incómodo para os restantes espectadores. Assim fiz, dirigi-me à sala, vi o bebé, fora do carrinho, em pé (apoiado numa cadeira ou no joelho do pai, não sei precisar) e com um brinquedo, tipo "roca" na mão. O bébé estava a abanar o brinquedo e a "palrar".
Disse ao Sr. F3M "o bébé está a fazer muito barulho, se não se acalmar, o senhor devia sair da sala para o bébé sossegar". O Sr. F3M ficou a olhar para mim e disse "ah, aquela senhora tossiu, expulse-a!!!". Posto isto, calei-me e saí silenciosamente da sala, deixando ao seu critério que atitude iria tomar.
Fui educada, não o expulsei da sala, muito menos do edíficio do TEATRO-CINE. Cumpri ordens como faço sempre que me é solicitado.
Ainda para mais, tenho consciência que foi a atitude correcta uma vez que, passado isto, no final do espectáculo, mais pessoas me disseram que aquele bebé estava mesmo a incomodar.
O senhor F3M antes de acusar as pessoas do que quer que fosse, deveria ter pedido para falar com a Dr. Cristiana, caso estivesse desagradado com a situação. Não sou defensora de ninguém, mas é, no mínimo rídiculo, que ponha em causa a qualidade enquanto mãe. Isto é uma situação profissional e não pessoal. Mas a pequenez de carácter não permite que as situações se avaliem enquanto tal e haja a necessidade de expandir para outros níveis.
Por último, tenho a acrescentar que lamento o senhor apresentar uma crítica (que pretende, quiçá, expor na comunicação social) e nem um texto sem erros ortográficos consegue redigir.
Já agora, para contribuir para o seu enriquecimento gramatical, aqui apresento as palavras correctamente escritas: deficiente, vereador, atónito (que significa "espantado", em vez de atônico, que significa "com falta de força")...Presumo que tenha ficado espantado, estupefacto...porque eu não tiro forças a ninguém.
Cumprimentos ao senhor F3M e aos restantes comentadores do Fórum.
Atenciosamente, e desejando um Santo Natal.
Nádia Valente
21 de Dezembro de 2010