A Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras (APDDPCTV) lançou em Março de 2004, quando fez 25 anos um apelo contra o estado em actual do Chafariz dos Canos.
Escrevia então no Jornal Badaladas de 26 de Março de 2004 um artigo e apelo com o título "Chafariz dos Canos: vergonha de todos nós", de que "A indiferença, o hábito de ali o vermos sem já nos apercebermos do seu valor, fez dele uma relíquia desleixada, abandonada à sua sorte, suja, mal cheirosa, rodeada da mais indescritível fealdade. Todos temos culpa! Todos somos responsáveis!".
Hoje passados mais de dois anos a situação está igual ou pior e a afirmação que fazia naquele artigo.
Esta fotografia demonstra como o espaço é utilizado para estacionamento.
Hoje mesmo o interior do Chafariz estava com vestígios de urina e com um cheiro nauseabundo. A pedra do chafariz está a desfazer-se.
Os prédios circundantes estão num estado de degradação muito grande. Provavelmente estão esperando que se degrade mais para ser construído um novo edifício.

A construção do "Prédio Reinaldo" verificada nos anos 60 do século passado veio criar um enclausuramento do Chafariz como pode ser verificada da foto tirada do Castelo.

Este prédio Reinaldo tem as varandas em estado de degradação tão grande que pode tornar-se um perigo para quem circula naquela zona.
Com toda esta degradação dos edifícios circundantes poderá estar a oportunidade de a Câmara intervir de vez com um plano de acção que volte a dignificar o que deve ser o símbolo de Torres Vedras, pois é um monumento do Século XIII.Como nota da sua importância Histórica transcrevo a informação colocada no site dos Monumentos Nacionais (Está protegido pelo MN, Dec. 16-06-1910, DG 136 de 23 Junho 1910)
http://www.monumentos.pt/Monumentos/forms/002_B1.aspx
"Enquadramento Urbano
Insere-se no Centro Histórico de Torres Vedras, tendo adossado na fachada posterior várias habitações, algumas delas destoantes. Tem à frente alguns canteiros ajardinados e pilares que o separam da entrada.
Descrição
Chafariz de espaldar plano coroado por merlões chanfrados e com uma abertura em arco no lado direito. Sensivelmente ao centro, pavilhão semicircular, de 5 faces, separadas por colunas adossadas na caixa murária e com armas de Portugal em escudos primitivos. Cada uma é aberta por arco quebrado apoiado em coluna e colunelos com capitéis de folhagem. Os 3 arcos centrais são encimados por lápides. Cimalha sobre cachorros, platibanda com gárgulas, superiormente com torsal e rematada por merlões chanfrados, tendo no prolongamento das colunas, coruchéus de remate cónico torso. Interior com abóbada artesoada, tanque rectangular e 2 bicas.
Cronologia
1331 - Referido pela primeira vez em documento; 1561 - reconstrução por D. Maria, filha de D. Manuel, segundo inscrição sob o arco central; 1613, 7 Jun. - documento refere canos da fonte principal muito danificados; 1831 - reparado segundo notícia dada pelo Corregedor Inácio Pedro Quintela Emanuz que colocou 2 lápides, em latim, sobre os arcos laterais; fez-se ainda, no terreno fronteiro, tanque para animais, rodeando-se-o por marcos, a fim de impedir a aproximação dos carros; c. 1966 - desmanchou-se tanque fronteiro e os golfinhos de pedra foram transferidos para uma taça no castelo; 2004 – campanha de escavações, promovida pela Câmara de Torres Vedras e dirigidas pelos arqueólogos Isabel Luna e Guilherme Cardoso põe a descoberto a muralha medieval da cidade que conduzia às portas da corredoura e, se julga er sido, construída no início do séc.XV e que vai enquadrar este chafariz
Tipologia
Arquitectura civil de equipamento, gótica. Chafariz gótico restaurado, de espaldar, terreiro plano, e pavilhão de planta semicircular e abobadado.
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Saudações Torreenses