Ainda ontem ouvia o Debate na Assembleia da Republica e acontecia o mesmo que aqui. Uns Deputados falavam ou perguntavam uma coisa e Outros respondiam com outra. (o normal)
Nunca disse que Santa está votada ao abandono (por parte da CMTV) e que não tem havido investimento. O que disse foi que é mal direccionado, mal aplicado, mal publicitado e a escolha dos locais e horários para a Onda de Verão são (no mínimo) mal escolhidos ou a incidirem sempre nos mesmos sitios e a favorecer sempre os mesmos e claro desde o ano passado temos a Azenha, mas porque não fazer na Zona de Bares?
Sim é verdade, nunca houve tanto investimento público em Santa Cruz como nos últimos anos. Mas será que deu resultados?
Sabe o Exmo Sr Presidente que quando gerimos uma empresa e a CMTV é uma Grande Empresa, temos de planear, desenvolver o projecto e ir fazendo avaliações para a qualquer momento podermos "virar agulhas" e corrigir o que não está a correr bem. Não sendo essa acção, nenhuma vergonha ou derrota.
Tirar os carros do centro poderá não ser errado, mas se subdividirmos a questão, falamos em estacionamento e não em circulação de carros. E o Exmo Sr. sabe bem o que quer dizer. Insistir numa visão generalista para defesa de uma dama muribunda é no minino, "não querer ver". Pedimos e afirmamos que durante 10 meses Santa poderia e devia ter estacionamento mais perto e tem locais para issso. Só falta a Vontade Politica.
Poderá o Exmo Sr. achar que não fazemos publicidade, mas não é verdade. Não temos os meios e o "poder" da CMTV. No entanto e, mais uma vez, falavamos da Publicidade ao evento que a CMTV organiza.
Sobre o decalcar modelos, limitei-me a cita-lo em 2007. Eu continuo com a mesma visão, sinal que a razão está do meu lado, Vossa Exa. começou a ver de outro modo. Não será o momento para "virar agulhas" em função dessa nova visão da realidade? espero "ardentemente” que sim. Porque se reconhece o que não reconhecia na altura e me deu o exemplo de Oviedo, porque não alterar as politicas? Vamos lá Exmo Sr.Presidente, ajude-nos a salvar estas empresas que além da crise sofrem com politicas que podem e devem ser alteradas (esta de “alteradas” foi politicamente correcta, não acha?)
Quanto a conjugar os que querem descansar à noite (com todo o direito) e os que se querem divertir, aqui é como sabe temos várias divergências de fundo. Mas, se o Exmo. Sr. utilizar (e muito bem, na visão de quase todos) a mesma argumentação que usa para o Nosso Querido Carnaval de Torres Vedras, ninguém o criticava e até se compreendia a coerência. Assim, porque é que a festinha de Santa não pode ter o mesmo direito e as pessoas desculparem um dia de festa? Que raio de igualdade.....
Por outro lado e tendo o Exmo Sr participado da definição das ZIT (lembro até de um Edital assinado por si, penso que como Vice-Presidente) da altura do Exmo. Sr. Jacinto Leandro, poderia também identificar os estabelecimentos em que o som não pertuba o descanso dos outros; e os que estavam já a funcionar quando foi autorizado a construção “à sua volta” e encontrar dois tipos de realidade e de horários. Aponto-lhe o Living, o Faraó, a Zona de Bares (em que todos insistem em considerar mal frequentada, (chegamos a ter mais GNR e Corpo de Intervenção que clientes. Só pode ser de proposito para afastar as pessoas) mas recusam-se a ver a realidade que é muito diferente. Neste caso e mais uma vez “o diz que disse” dá muito geito), os Bares nas Praias recentemente abertos, etc..
E se me responder com a igualdade para todos posso desde já responder-lhe que também não temos igualdade em relação às Câmaras aqui ao lado, em relação a outras zonas balneares e claro, os estabelecimentos têm valores diferentes de compra e de alugueres em relação aos locais onde estão intalados exactamente pela razão que esta Câmara nos tem retirado que é a distância em relação às habitações.
E, se ainda me responder com as queixas, vamos desta fez utilizar a Lei do Ruído que, e finalmente (pena que só em parte), a CMTV colocou em funcionamento.
Reconheco-lhe o grande mérito de nos ler e responder, sei e sou testemunha da sua Gestão de Porta aberta ao Municipe, agora pedia-lhe que reconheça que não pode ter sempre razão (nem eu) e que além de ouvir tem de, pelo menos chegar a acordos.