Autor Tópico: BLOCO DE ESQUERDA - TORRES VEDRAS  (Lida 7261 vezes)

Offline BLOCO DE ESQUERDA

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CONVITE : Debate - Ecologia Urbana: o regresso à agricultura
« Responder #30 em: Janeiro 04, 2011, 18:06:13 »


Hortas urbanas comunitárias: sentido de comunidade e consciência ecológica cívica.

O termo “Ecologia” (do grego oikos – casa) designa, de forma genérica, o estudo das relações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem. Num ecossistema urbano os seres vivos são esmagados pela densidade populacional, pelo tráfego intenso, pela ocupação do espaço com novos edifícios e novas vias de transporte, pela poluição do ar e da água causada pelas indústrias poluentes, entre outros.  A pressão exercida por estes factores – de origem humana, legitimados por decisões políticas – tem impactos assinaláveis: o impacto directo na saúde e no bem-estar físico e psicológico dos cidadãos; o encarceramento dos espaços verdes em ilhas de vegetação ornamental que não são mais do que reproduções artificiais da natureza; finalmente, a industrialização e a mercantilização da vida animal para consumo humano, desde os animais para entretenimento aos animais para a indústria alimentar.

As hortas urbanas comunitárias podem introduzir no ecossistema da cidade um encadeamento muito positivo de estímulos. São, acima de tudo, espaços de sociabilidade que permitem reforçar a ligação entre as pessoas envolvidas através da partilha de conhecimentos prévios, da passagem de conhecimentos adquiridos, da convivência e da valorização humana. São também uma forma de desenvolver a consciência ecológica cívica através da valorização de espaços com os quais a comunidade local se identifica, bem como através da percepção da necessidade de cuidar, vigiar e proteger um bem comum. As hortas urbanas comunitárias podem funcionar ainda como espaços privilegiados para formação ambiental, ocupação de tempos livres, desenvolvimento de competências organizativas e mesmo emprego social.

Na nossa perspectiva as hortas urbanas comunitárias têm também um papel fundamental na autonomia local e no aumento da resiliência social e económica da região. Entendemos pois que a produção de alimentos pela comunidade, seja por necessidade ou apenas pela vontade de cultivar o próprio alimento de maneira natural, saudável e ecológica, deveria ser um direito de cada cidadão. Em Torres Vedras não seria difícil fazer valer esse direito, dado que há terras não utilizadas e as características climatéricas são propícias. Falta apenas disponibilizar espaços públicos (e privados que não estejam a ser usados) para que os cidadãos se sintam estimulados a adoptar esta forma de produção de bens alimentares e se possam organizar em comunidades agrícolas. Isto poderia trazer benefícios primários, como o acesso a alimentação biológica, a proximidade à terra e a criação de vínculos sociais na comunidade; mas também importantes benefícios secundários, como a redução da dependência do exterior (inclusive estrangeira), a diminuição da necessidade de transporte de alimentos em percursos longos, bem como a redução do lixo que resulta das embalagens da alimentação industrial porque a distribuição passaria a ser imediata e local.

Embora a agricultura de subsistência e de minifúdio esteja a ser recuperada um pouco por todo o país como forma de aliviar os efeitos da crise, entendemos que faz cada vez mais sentido pensar nas hortas urbanas comunitárias como forma de contrariar o individualismo, de reinventar o sentido de comunidade e de desenvolver uma consciência ecológica cívica que desperte em nós a necessidade de proteger um bem comum que é o planeta onde vivemos.

No próximo dia 8 de Janeiro, a partir das 15h, o Bloco de Esquerda de Torres Vedras promove um debate sobre hortas urbanas e o regresso à agricultura como forma de introduzir o tema no debate político local.

(fonte: http://blocodeesquerdatorresvedras.wordpress.com/)

Offline André Martins

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Re:BLOCO DE ESQUERDA - TORRES VEDRAS
« Responder #31 em: Janeiro 05, 2011, 20:44:18 »
As hortas urbanas podem também servir para os meninos da cidade saberem distinguir um feijoeiro de uma batateira, e aprenderem que os tomates, os pepinos e os legumes todos não têm origem no supermercado, mas sim na terra!!!!
André Martins

Torres Vedras é uma terra privilegiada. Pena é os privilégios não serem para todos...

Offline André Martins

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Re:BLOCO DE ESQUERDA - TORRES VEDRAS
« Responder #32 em: Janeiro 05, 2011, 20:47:07 »
E agora sem brincadeiras, concordo que Torres Vedras tem óptimas condições para a criação de hortas urbanas comunitárias, resta saber se alguma iniciativa do género está pensada,e não necessariamente pela CMTV!!!!
André Martins

Torres Vedras é uma terra privilegiada. Pena é os privilégios não serem para todos...

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Re:BLOCO DE ESQUERDA - TORRES VEDRAS
« Responder #33 em: Janeiro 05, 2011, 23:09:15 »
É isso tudo André ! No fundo é preciso aproximar mais o ser humano da natureza...É que a crise ambiental em que estamos metidos é fruto de um forte abuso infligido pela humanidade ao planeta Terra.

E é nas cidades que já vive a maior parte da população, por isso as cidades tem de ser mais proactivas na mudança de paradigma ecológico.

Claro que a CMTV já devia ter feito mais, designadamente no que respeita a mobilizar os Torrienses para práticas ecológicas, saudáveis, de forma cívica e colectiva.

Cumprimentos,


Offline BLOCO DE ESQUERDA

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É já hoje !!! daqui a pouco...no auditório municipal (av. 5 de outubro)
« Responder #34 em: Janeiro 08, 2011, 02:29:08 »
É já no próximo Sábado!



Hortas urbanas comunitárias: sentido de comunidade e consciência ecológica cívica.

O termo “Ecologia” (do grego oikos – casa) designa, de forma genérica, o estudo das relações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem. Num ecossistema urbano os seres vivos são esmagados pela densidade populacional, pelo tráfego intenso, pela ocupação do espaço com novos edifícios e novas vias de transporte, pela poluição do ar e da água causada pelas indústrias poluentes, entre outros.  A pressão exercida por estes factores – de origem humana, legitimados por decisões políticas – tem impactos assinaláveis: o impacto directo na saúde e no bem-estar físico e psicológico dos cidadãos; o encarceramento dos espaços verdes em ilhas de vegetação ornamental que não são mais do que reproduções artificiais da natureza; finalmente, a industrialização e a mercantilização da vida animal para consumo humano, desde os animais para entretenimento aos animais para a indústria alimentar.

As hortas urbanas comunitárias podem introduzir no ecossistema da cidade um encadeamento muito positivo de estímulos. São, acima de tudo, espaços de sociabilidade que permitem reforçar a ligação entre as pessoas envolvidas através da partilha de conhecimentos prévios, da passagem de conhecimentos adquiridos, da convivência e da valorização humana. São também uma forma de desenvolver a consciência ecológica cívica através da valorização de espaços com os quais a comunidade local se identifica, bem como através da percepção da necessidade de cuidar, vigiar e proteger um bem comum. As hortas urbanas comunitárias podem funcionar ainda como espaços privilegiados para formação ambiental, ocupação de tempos livres, desenvolvimento de competências organizativas e mesmo emprego social.

Na nossa perspectiva as hortas urbanas comunitárias têm também um papel fundamental na autonomia local e no aumento da resiliência social e económica da região. Entendemos pois que a produção de alimentos pela comunidade, seja por necessidade ou apenas pela vontade de cultivar o próprio alimento de maneira natural, saudável e ecológica, deveria ser um direito de cada cidadão. Em Torres Vedras não seria difícil fazer valer esse direito, dado que há terras não utilizadas e as características climatéricas são propícias. Falta apenas disponibilizar espaços públicos (e privados que não estejam a ser usados) para que os cidadãos se sintam estimulados a adoptar esta forma de produção de bens alimentares e se possam organizar em comunidades agrícolas. Isto poderia trazer benefícios primários, como o acesso a alimentação biológica, a proximidade à terra e a criação de vínculos sociais na comunidade; mas também importantes benefícios secundários, como a redução da dependência do exterior (inclusive estrangeira), a diminuição da necessidade de transporte de alimentos em percursos longos, bem como a redução do lixo que resulta das embalagens da alimentação industrial porque a distribuição passaria a ser imediata e local.

Embora a agricultura de subsistência e de minifúdio esteja a ser recuperada um pouco por todo o país como forma de aliviar os efeitos da crise, entendemos que faz cada vez mais sentido pensar nas hortas urbanas comunitárias como forma de contrariar o individualismo, de reinventar o sentido de comunidade e de desenvolver uma consciência ecológica cívica que desperte em nós a necessidade de proteger um bem comum que é o planeta onde vivemos.

No próximo dia 8 de Janeiro, a partir das 15h, o Bloco de Esquerda de Torres Vedras promove um debate sobre hortas urbanas e o regresso à agricultura como forma de introduzir o tema no debate político local.

(fonte: http://blocodeesquerdatorresvedras.wordpress.com/)

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Workshop com José Soeiro
sobre participação cívica e política, para jovens (dos 14 aos 25 anos)


Sábado, 15 de Janeiro, 15h - 19h30



Neste workshop vamos identificar os nossos problemas e tentar encontrar aquilo que nos mobiliza para a vida. A partir das histórias, das experiências dos participantes e daquilo que nos preocupa, pretende-se trabalhar em conjunto formas de expressão para mudarmos o que nos rodeia e reivindicarmos os nossos direitos, tentando responder a diversas questões, como por exemplo:

• quais são as nossas opressões e a sua raiz?
• como pode ser concebida a participação dos jovens na vida colectiva de uma cidade e sobretudo como mudamos as próprias formas de participação instituídas?
• Quais as desigualdades que limitam a participação na vida da escola, das associações, etc (de género, de classe…) ?

No workshop vamos tomar contacto com várias das técnicas do teatro-imagem, teatro-fórum, teatro invisível e do open sapce technology para descobrimos e inventarmos formas de intervir na sociedade em que vivemos e na qual queremos participar activamente.

José Soeiro é sociólogo e deputado do Bloco de Esquerda. Trabalha há vários anos com Teatro do Oprimido em diversos contextos. Nesta área específica fez formação com Augusto Boal, Iwan Brioc, Sanjoy Ganguli, Julian Boal, Gill Dowsett, Robert Mazzini, entre outros. (http://www.beparlamento.net/deputado/jos%C3%A9-soeiro

INSCRIÇÕES GRATUITAS http://blocodeesquerdatorresvedras.blogspot.com/2011/01/workshop-tua-passividade-e-o-poder.html
« Última modificação: Janeiro 09, 2011, 22:11:57 por BLOCO DE ESQUERDA »

Offline Feliciano VASA

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Re:BLOCO DE ESQUERDA - TORRES VEDRAS
« Responder #36 em: Janeiro 10, 2011, 10:00:01 »
Pois e se TODOS não abusassem dos venenos que contaminam o nosso organismo, assim como formas sustentáveis de produção agrícola baseadas no respeito pela saúde de todos também era muito bom...!
Curiosamente muitos produtos agrícolas que consumimos estão impregnados de substâncias cancerígenas. Essa apologia foi feita, ou andam apenas a recrutar simpatias????
Feliciano da Vasa Ferreira

Reflexões e Artigos publicados

Offline BLOCO DE ESQUERDA

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Re:BLOCO DE ESQUERDA - TORRES VEDRAS
« Responder #37 em: Janeiro 11, 2011, 12:34:05 »
Caro amigo Feliciano Vasa,

Claro que sim  :o ! A apologia e a necessidade de uma produção agrícola biológica e respectivo consumo foi feita por todos os intervenientes mas em especial por um elemento da Biocoop e pela Maria Alexandra Azevedo do MPI – Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente http://mpica.info/.

Aliás a agricultura biológica, para além de estar isenta de químicos nos alimentos, proporciona muitas outras vantagens ( proximidade - evita os problemas das economias de escala da agricultura industrial, é mais justa para o produtor em termos de rendimento, não poluí o ambiente, etc...)

* Ainda hoje será colocado no nosso blog um resumo do Debate.

Um abraço,
Rui Matoso

Offline André Martins

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Re:BLOCO DE ESQUERDA - TORRES VEDRAS
« Responder #38 em: Janeiro 12, 2011, 20:39:24 »
E os produtos são mais saborosos. Nas alfaces e nos morangos nota-se bem a diferença!!!! E até nas laranjas, vejam lá, e no feijão, nas couves!!! Eu só vejo vantagens na agricultura biológica. A humanidade não viveu até ao séc. XX com agricultura biológica?
André Martins

Torres Vedras é uma terra privilegiada. Pena é os privilégios não serem para todos...