Existem um problemas de implementação relativamente às ciclovias no nosso concelho, no Oeste e em Portugal.
Embora existem fundos do Feder para este tipo de construções, desconheço se existe um projecto sério, integrado e abrangente, que na minha opinião não deve ser apenas de um município mas de toda a comunidade do Oeste. Dir-me-ão que será difícil, congregar esforços e opiniões nesse sentido, pois no Oeste ainda se pensa com a mentalidade pouco global e de interesse comum e mútuo. Pensa-se a muito curto prazo e demasiadamente particularizada. Não sou eu que o digo. Esta conclusão aparece em estudos, no próprio site da CIMOESTE.
O certo é que temos de pensar no futuro sustentável e aproveitar enquanto existem fundos. Os concursos estão abertos e possivelmente já vamos tarde.
Na comunidade de municípios, em reunião, eu já alertei para isso!
Depois existem problemas, relativamente à largura das estradas e à sua sinalização confusa. Fazer aberrações com em Sta Cruz mais vale estarem quietos, porque é esbanjar dinheiro. Tenho esta opinião, de que se esbanja dinheiro quando algo não trás contrapartidas e mais valias para o colectivo. Existem inúmeros casos por ai.
O que se está a fazer em inúmeros locais, internacionalmente, (atenção que nem sempre é bom o que vem lá de fora), é operar ao nível da consciencialização. Como fazer? Simples! Com placards que sensibilizem para a partilha da estrada com os ciclistas. Com um bom plano de marketing.
Não é nada de novo e resulta. E com projectos comparticipados que irei referir mais à frente.
A forista Katia neste tópico
http://209.200.102.20/forum/topic.asp?TOPIC_ID=2286 refere aspectos importantes. Conceber ciclovias quando se constroem ou se pavimentam estradas. O problema passa pelo alargamento, que fica mais caro! Só mesmo uma directiva obrigatória, vinda de cima para tornar isso possível!
O Rogério Paulo aponta uma característica importantíssima. Trata-se da exploração que o "turista" enquadrado e devidamente acompanhado pode beneficiar na nossa região. Assume-se assim outro aspecto negligenciado pelos responsáveis de turismo, que só apontaram numa direcção, esquecem-se do segmento em maior crescimento que é o Touring! E também existe touring de natureza, feito de bicicleta todo o terreno e de estrada, integrado com cultura, etc. Se outros países com relevo similar ao nosso, apostam em turismo através de ciclismo, porque andamos a bater numa tecla gasta, dando tanto ênfase a outras actividades, quando já se viu que é preciso criar animação de qualidade em redor de hoteis, e outros locais de captação, que não seja apenas golfe e cavalos! Faltam-nos âncoras e apostar na nossa singularidade e diversidade de oferta, na nossa riqueza cultural, naquilo que nos distingue. Os moinhos, e demais monumentos e suas histórias, gastronomia, buscar receitas antigas e dotá-las de novo design, a nossa fruta, a alimentação saudável com frescos que temos, o vinho que precisa de uma nova imagem demarcada. Enfim precisamos de criar uma verdadeira marca Oeste e a bicicleta faz todo o sentido que apareça pela tradição e campeões desta região! Além disso é uma excelente forma de levar a nossa região a outros locais do mundo.São opiniões partilhas também por um alto responsável do CCDRLTV. Só que não se opera de modo integrado!
O segmento a que esse cliente corresponde (o do golfe de luxo) tem melhor oferta noutros locais do mundo e mesmo de Portugal e exige muitíssimo, algo que ainda não temos para oferecer-lhe! Sejamos realistas! Construir castelos ou casas de cima para baixo para conseguir euros fáceis...não resulta e descredibiliza toda a região em termos internacionais!!!! Além disso não podemos estar à espera de borlas! Som os nós que temos de ir captar pessoas de fora! Mas temos de ter a casa bonita e pratica!
A estratégia que apresento, que aliás está contemplada no projecto Oeste Pro Cycling, visa dinamizar a região no seu todo, nesse segmento, aproveitando as mais valias, a cultura, as nossas riquezas, operando com um excelente meio de comunicação e promoção que é a bicicleta, através de uma equipa profissional de ciclismo, em estrada e BTT. O facto de se apostar, pouco que seja, aumentará a sensibilidade colectiva de toda região, mesmo ao nível do comportamento cívico nas nossas estradas, com as medidas que apresentei. É que o nosso mau comportamento no transito é referido pelos turistas como um factor desencorajador para visitar a região.
Acho que sim, deve-se apostar na proliferação deste tipo de solução (Ecovias) de modo integrado, pensado e reflectido com o envolvimento e discussões públicas, sem medos e receios. Sabendo ter humildade, que na universidade pouco se aprende, e são os curiosos, os adeptos que mais sabem. Esta obviamente é uma indirecta. O carapuço servirá a quem se sentir "tocado". Na area metropolitana do Porto consultaram mais de 5500 pessoas.
E por aqui o que se faz? Pede-se ajuda depois de o projecto já estar idealizado? Errado!
Consulta-se um forúm? Não chega!
Onde quero chegar é que muitos dos projectos desta autarquia aparecem com lacunas tristes, porque os técnicos e vereadores operam num esquema hermético. Não consultam a população, onde existem saberes. Parece quase que têm medo dela...porque será?