A CMTV na pessoa do SR. presidente Carlos Miguel já salvou o Torreense há bem pouco tempo, e continua a salvar, basta dizer que dá mais apoios ao Torreense do que a todos os outros clubes juntos... Mas isso não é muito grave, afinal o Torreense leva o nome de Torres Vedras bem longe. Eu não posso concordar é com o forista Calmex, e por isso peço-lhe: Calmex aí. Num país que se quer moderno e evoluido, a aposta no desporto deve ser sustentada, e assente em dois pilares principais: infra-estruturas e meios humanos. Quanto melhores forem as infraestruturas, mais e melhores recursos humanos do desporto irão aparecer. Os terrenos "inférteis", que eu digo estéreis, têm desde a chegada dos sintéticos uma intensa actividade desportiva, vejam-se os casos de S.Pedro da Cadeira, Coutada, Fonte Grada, Sobreiro Curvo, Furadouro, etc. Parece que nos desertos "inférteis" (ou serão estéreis?) algo mudou, aumentando os indices da prática de actividades desportivas, mormente seja o futebol... mas aumenta.
Por isso quero aqui deixar os parabéns ao Dr. Carlos Miguel, por ter insistido tanto na construção destes sintéticos. Pelos vistos, está a valer a pena.
Quanto ao Torreense, e a sua formação, apenas quero deixar uma simples opinião: o futuro das instituições passa pela valorização da chamada "prata da casa", quer se tratem de empresas ou instituições desportivas. Ao querer abandonar a formação, o Torreense enquanto clube, terá os dias contados. Porque o dinheiro não nasce das pedras, e uma equipa para se formar, se não houver escalões inferiores, não será sustentável. Veja-se, a exemplo disto, a política desportiva do Sporting Clube de Portugal, que tanto aposta na sua formação, por todos os motivos que todos conhecemos.