Aplaudo e acho que em termos de concertação futura esse projecto devidamente equacionado e elaborado poderá ser um factor sustentável de mobilidade, tendo em atenção o escalonamento dos preços dos combustíveis.
Mas atenção, continuar com ciclovias para inglês ver, sem reformular um projecto de raiz, sinérgico, em equilíbrio com variados factores, equivale a remendar buracos, ou serve para preencher uma coluna no novo concelho, revista oficial do Municipio.
Se os cons(c)elhos fossem valiosos eram vendidos!
As pseudo ciclovias que temos na cidade são apenas para se dizer que se tem!
Do ponto de vista rodoviário apresentam lacunas muito graves. Pintar a estrada qualquer pessoa o faz. Uma coisa são passeios pedrestes, outra são pistas cicláveis e faixas cicláveis, não carreiros cicláveis, ainda por cima nas bermas onde os detritos da estrada se acumulam podendo ocasionar derrapagens e subsequentes quedas... durante as chuvas ficam intransitáveis pela agua que lá se acumula. Para agravar mais a situação encontram-se as sarjetas de esgotos, com as suas aberturas susceptíveis de um pneu de bicicleta mais fino lá entrar, ou alguma delas saltar à sua passagem como já testumenhei.
Além disso é preciso salientar que deve existir uma distância mínima entre automóveis e ciclistas que circulem na mesma via de modo a que em possíveis quedas os veículos motorizados não arrastem os ciclistas. Isto é o que é sugerido nas próximas normas europeias para regulamentação nesta matéria.
Assim conclui-se que as vias cicláveis devem possuir uma faixa muito superior ás pintadas pelo município para se estar em conformidade...futura.
Nem seria preciso normas se houvesse um pouco de bom senso e sensibilidade preventiva por parte dos responsáveis da Municipio. Dá a impressão que importa é parecer, criar ilusão, calar uns tantos em vez de resolver e incentivar.
Merecemos isto?
No entanto é já um pronúncio...É preciso definir muito bem o que são vias pedestres e vias cicláveis nesse projecto que foi apresentado e curiosamente há muito sugerido neste fórum!!!!
Lembro que as vias cicláveis em Sta Cruz são também utilizadas por peões cujos acidentes sucessivos em países mais civilizados e mais avançados nesta matéria motivaram a separação deste tipo de vias rodoviárias.
Também nesses países o código da estrada foi alterado de modo a que ciclistas tivessem prioridade em determinadas situações rodoviárias, equivalendo em alguns casos aos veículos motorizados (ex: rotundas) em que em Portugal os ciclistas perdem a prioridade. Na pratica, é cedida aos ciclistas a prioridade, revelando-se algum civismo por parte de todos, mas continua a existir lacunas na lei, que implicam problemas com as seguradoras em condições de acidente.
Espero ter ajudado.
Se usarmos a pesquisa neste forúm descobriremos contributos também muito importantes.
http://209.200.102.20/forum/topic.asp?TOPIC_ID=615&SearchTerms=ciclovias