Autor Tópico: Canil Municipal - ALERTA URGENTE  (Lida 11966 vezes)

Offline APA

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Canil Municipal - ALERTA URGENTE
« Responder #45 em: Dezembro 29, 2003, 10:35:17 »
Antes de mais, algumas questões prévias:

1.º Não tem esta associação por hábito responder a pessoas que não se encontram devidamente identificadas.
Estamos a abrir um precedente com V. Exa.

2.º Ainda assim e quando tal se verifica, analisamos devidamente as questões por elas suscitadas e porque somos voluntários, com assuntos muito mais urgentes e importantes que temos entre mãos para resolver, assim gerimos o nosso tempo, estabelecendo as prioridades.

3.º Fazer afirmações graves e desprovidas de qualquer tipo de fundamento, a coberto de um pseudo anonimato, é uma posição muito confortável que não partilhamos, nem concordamos.

4.º No passado dia 17 de Dezembro foram publicados 4 Decretos-Lei sobre a questão dos canídeos, o que só por si é revelador da actualidade e importância do assunto em apreço.  

Quanto às questões propriamente ditas, por V. Exa. aqui suscitadas:

Desconhecemos se a Câmara Municipal partilha dos nossos pontos de vista nesta matéria, cabendo a esta entidade responder-lhe, caso encontre algum interesse nessa sua questão.

Nunca esta associação esteve contra o abate dos canideos, desde que legal e efectuado nas devidas condições higio-sanitárias, pontualmente e sempre e só se tal for completamente indispensável, por razões de saúde pública, quer para os animais, quer para os humanos.

Sempre fomos e seremos contra o abate indiscriminado, a que chamamos extermínio.

Era isto que estava subjacente na ordem de serviço dimanada em 29 de Outubro pela Câmara Municipal.

Verificado que está o facto de V. Exa. ter o conhecimento de que existem sócios desta associação sem possuirem as suas quotas em dia, gostariamos de lhe perguntar quantos são os sócios nessas condições, para melhor podermos actualizar o nosso ficheiro...

Esta associação, como todas as restantes que têm existência legal, está obrigada, em assembleia geral anual de sócios, a apresentar o seu relatório de contas, orçamento e plano de actividades, obrigação que cumprimos escrupulosamente.

Não temos qualquer obrigação, nem vemos necessidade de o fazermos à Câmara Municipal e muito menos publicamente.

Há que ter respeito pelos nossos associados.

Com o devido respeito, com tantos "treinadores de bancada" a dar palpites por aqui, não entendemos as fortunas que se pagam aos verdadeiros treinadores de futebol.

Leia o protocolo Senhor "Dog Killer":

PROPOSTA DE PROTOCOLO PARA UTILIZAÇÃO DAS INSTALAÇÕES DO CANIL MUNICIPAL DA CÂMARA MUNICIPAL DE TORRES VEDRAS


Entre:
CÂMARA MUNICIPAL DE TORRES VEDRAS, pessoa colectiva número seiscentos e oitente milhões,  seis mil quinhentos  e vinte e quatro, neste acto representada pelo seu Presidente, Dr. Jacinto António Franco Leandro e adiante designada por PRIMEIRA OUTORGANTE.

ASSOCIAÇÃO PARA A PROTECÇÃO AOS ANIMAIS DE TORRES VEDRAS, pessoa colectiva número quinhentos e um milhões, quatrocentos e cinquenta e seis mil, setecentos e dezasseis, neste acto representada pelo seu Presidente da Direcção, D. Olinda Maria Ramalho Dias e adiante designada por SEGUNDO OUTORGANTE.

Considerando que o Canil, sito nos terrenos municipais em Fonte Grada, é propriedade da Câmara Municipal de Torres Vedras.

Considerando que a gestão e manutenção do Canil Municipal é assegurada pela PRIMEIRA OUTORGANTE, através do sector de Higiene Pública, sendo seu responsável sanitário o Veterinário Municipal.

Considerando ainda que, a SEGUNDA OUTORGANTE é uma entidade cuja actividade representa um importante contributo para a promoção e defesa do bem estar e dos direitos dos animais.

É acordado e reduzido a escrito o presente protocolo, nos termos e com as cláusulas seguintes:

Cláusula Primeira
O presente protocolo tem por objecto definir o regime de colaboração para utilização de parte das instalações do canil municipal da  PRIMEIRA para a SEGUNDA OUTORGANTE:
 
Cláusula Segunda
A PRIMEIRA OUTORGANTE cede, para utilização  da SEGUNDA OUTORGANTE, as seis celas colectivas do Canil Municipal para alojamento dos animais protegidos pela SEGUNDA OUTORGANTE e sete das onze celas individuais, para situações de maternidade, canídeos em desmame e enfermaria;

Cláusula Terceira
A área do Canil Municipal, cedida para utilização da SEGUNDA OUTORGANTE, não poderá, em caso algum, ser utilizada com fins lucrativos, servindo apenas para albergar canídeos abandonados;

Cláusula Quarta
A entrada de novos animais no Canil Municipal só poderá ocorrer após a sua observação pelo Veterinário Municipal, devendo o Regulamento Interno do Canil dispor a metodologia a seguir;

Cláusula Quinta
A lotação total do Canil Municipal deve ser 200 canídeos, tendo em consideração uma área que garanta a cada animal um mínimo de qualidade de vida;

Cláusula Sexta
A gestão, incluindo todos os encargos relativos à manutenção e conservação das instalações do Canil Municipal, bem como a alimentação (exclusivamente sólida-ração para animais) dos canídeos é da responsabilidade da PRIMEIRA OUTORGANTE;

Cláusula Sétima
O Veterinário Municipal, como responsável pelas condições sanitárias no Canil Municipal, prestará cuidados de saúde e poderá abater os animais que considere que colocam em risco os restantes ou a saúde pública, nos termos da legislação aplicável e acordos internacionais existentes, devendo, sempre que possível, dar conhecimento à SEGUNDA OUTORGANTE;

Cláusula Oitava
A SEGUNDA OUTORGANTE deve promover campanhas de adopção de animais, tendo em vista a diminuição do número de canídeos existentes no Canil Municipal;

Cláusula Nona
Poderão existir acordos ou parcerias entre a PRIMEIRA e a SEGUNDA OUTORGANTES para a realização e/ou participação em eventos, exposições e campanhas de sensibilização;

Cláusula Décima
1 – A duração do presente protocolo é de 4 anos, sendo automaticamente prorrogado por igual período se qualquer das partes não o denunciar, por carta registada, com a antecedência mínima de seis meses sobre o seu termo;
2 - Os termos do presente protocolo poderão ser revistos em qualquer altura, por acordo entre as partes;

Cláusula Décima Primeira
O não cumprimento, por qualquer das partes, do disposto no presente protocolo, constitue motivo de justa causa para a sua rescisão;

Cláusula Décima Segunda
O presente protocolo entra em vigor em 1 de Março de 2003.

Por concordarem com todo o conteúdo, vão os outorgantes assinar o presente protocolo, que é feito em duplicado.

Torres Vedras, 17 de Fevereiro de 2003


PRIMEIRA OUTORGANTE                         SEGUNDA OUTORGANTE


Além de distraído e de impertinente, V. Exa. parece também saber pouco de leis e de economia.

Se, por qualquer motivo remoto, houvesse quebra do protocolo supra, sendo os comedouros completamente amovíveis, não se compreende a pródiga afirmação aqui produzida por V. Exa. de que podem os mesmos comedouros passar a integrar o imobilizado da autarquia...

A quem compete indagar e responsabilizar os culpados pelo abandono dos cães é às autoridades competentes e não a esta ou a qualquer outra associação.

Não temos qualquer autoridade ou competência na matéria.

Devolvemos-lhe, porque a nós não nos serve, a palavra "incompetência", talvez a V. Exa. lhe sirva que nem uma luva.

Quanto aos Zoos, pensamos ser um mal menor, pois achamos preferível conservar os animais em cativeiro, desde que com as devidas condições e acompanhamento, do que pura e simplesmente abandoná-los e/ou extinguir a sua espécie por falta de "habitats" naturais destruidos por todos nós.

Por último, somos nós que, encarecidamente, lhe pedimos para não nos responder nunca, pois na pesca ou na agricultura talvez V. Exa. tenha um melhor futuro, na medida em que de animais não demonstra perceber nada.

Os melhores cumprimentos,

APA.  
quote:
Mensagem original por Dog Lover

Está esta Associação muito empenhada em continuar a assumir o seu papel de parceira da Câmara Municipal de Torres Vedras na gestão do seu Canil, conforme foi oportunamente protocolado

   - Resta saber se existe o mesmo interesse por parte da Câmara.(?)

evitando o recurso ao abate, o problema do excesso de canídeos abandonados e maltratados neste Concelho que, pelas mais variadas razões, acabam sempre por ser deixados naquele Canil

   - Como é que é possível não haver abate dos animais capturados ou despejados no canil municipal se existe um problema de excesso? Com campanhas de doação? Não conseguem….. por muitos animais que a APA doe consciente que o mesmo não vai tornar a ser abandonado posteriormente…. Quando houver espaço no canil… entram mais 200 e mais 200 e mais 200. como vão fazer se não houver uma política de gestão do canil se ainda, por parceria com a Câmara, através de protocolo existente, a gestão do canil pertence à edilidade?


Somos uma Associação de carácter filantrópico, sem fins lucrativos, em regime de único e exclusivo voluntariado e que tem vivido, quase na totalidade, das pequenas quotizações dos seus associados - 1 €uro/mês.

   - Todos sabem isso. E as Associações Zoófilas quando deitam mãos ao trabalho já contam com isso. Dos muitos sócios pseudo amigos dos animais…. Muitos nem a quota têm em dia. Mas esses são sempre os primeiros a interrogarem-se sobre o trabalho desenvolvido pelos zoófilos voluntários. Resta saber se esses que não pagam são muitos ou poucos. Todos temos o direito de saber. As contas de qualquer Associação seja ela zoófila ou não, com ou sem fins lucrativos, devem ser divulgadas aos seus sócios anualmente. E não só. Para credibilização da própria Associação deve ser também entregue à Câmara Municipal um relatório das mesmas para que se inteirem, também eles, das dificuldades financeiras com que se debatem. Para que eles entendam que há prioridades.
Com o devido respeito que me merece qualquer músico, disponibilizar uma verba de 3 ou 4.000 euros para a compra de um saxofone de uma sociedade filarmónica quando ainda existe alguém sem os bens necessários ao seu bem-estar é sempre de lamentar. Que tenha conhecimento, até hoje, nunca vi qualquer esclarecimento por parte da APA.

No entanto, na prática, o que se verifica é que mais de metade da ração é adquirida por esta Associação, que também suporta todas as despesas de saúde, incluindo a vacinação (excluindo a da raiva) de todos os animais do Canil
   - Existe alguma cláusula no protocolo que informe que a alimentação dos animais existentes é da competência da Câmara? Afinal, por lei, a recolha de animais capturados pelas Câmaras Municipais, não tendo a reclamação dos mesmos ocorrido findos 8 dias, devem ser alienados, eutanasiados ou doados a instituições zoófilas legalmente constituídas que destinarão o seu fim. Se assim é, não tem que se lamentar pelo consumo de ração que é devido à APA. Afinal eles só são animais vossos para doação? Só a salvaguarda da vida do animal lhes interessa? Estranho…

Foi também esta Associação que comprou todos os contentores/comedouros de ração existentes, feitos em chapa zincada, totalizando 20; instalou uma pequena farmácia de apoio ao Canil, capaz de responder a quase todos os problemas de saúde dos animais; instalou redes-sombra em todas as boxes, no período do verão; adquiriu paletes de madeira para os animais poderem dormir mais confortavelmente, porque antes faziam-no em cima do cimento; pintou o interior do Canil, etc., etc.
   - Não entendo. Afinal o canil não é Municipal?
   Porque razão aceitou a APA um protocolo com a Câmara Municipal se sabia que tinha de gastar dinheiro com o equipamento com que ia trabalhar? Será que os sócios da APA sabem que o dinheiro das suas quotas está a ser empregue em Imobilizado da Autarquia? Ó sr. Presidente…. Assim não vale!!! Governar com o dinheiro dos contribuintes já chega o dos nossos impostos!...
   Sabe a Direcção da APA que as Câmaras Municipais são obrigadas por lei a terem instalações municipais condignas para a recolha de animais?
   Porque motivo não foi feito mais um esforço e construiu a própria Associação o seu santuário de animais?
   

De qualquer forma, não há campanha de adopção que consiga resistir, quando, só uma associação de caçadores - a de São Mamede da Ventosa -em dois únicos dias, "despeja" no Canil 60 animais.
Leu bem, são mesmo 60 animais.

   - E a APA aceitou sem indagar ou responsabilizar os culpados?
   O que foi feito pela APA para apontar o dedo dos responsáveis? Uma Associação de Caçadores despejou….. com conivência do Sr Veterinário Municipal?
Uauuuuu isto é grave. Sr Veterinário…. Pode esclarecer-nos aqui a quem foram pedidas responsabilidades por este acto? Se calhar a ninguém. E os prevaricadores vão continuar a faze-lo… sabe porque? Porque os sócios das Associações pagam anualmente uma jóia de valor elevado para poderem depois na época venatória dar asa à sua desenfreada vontade de matar. Matar tudo o que se mexe. Só que o problema é que já nada mexe. Os próprios animais abandonados por eles acabaram com a caça ou o que restava dela. E agora que já pouco ou nada existe, um cão abandonado numa reserva de caça é um problema. Para o próximo ano são menos 40 ou 50 caçadores que desistem de pagar a jóia. E ela faz falta à Associação. Neste momento tenho conhecimento que existem fortes indícios de guardas das reservas de caça empenhados em eliminar todo o tipo de predadores naturais para que os caçadores tenham algo para matar durante o dia de caça. São exemplo disso inúmeras espécies em vias de extinção, como falcões, águias etc etc.
Será que o Sr Veterinário é também caçador? Se é, tem razão de ser a tomada de atitude. Compreende-se perfeitamente.

Há animais que tiveram um percurso de vida muito difícil e atribulado.
Chegam a entrar e a sair do Canil por diversas vezes, a ele retornando, numa perspectiva de algo descartável que se pode usar e deitar fora.
    Em relação a este assunto deixe-me dizer uma única palavra. Incompetência.
   Esta é a forma que tenho para demonstrar que a doação de animais por parte da APA está longe de constituir um progresso no bem-estar animal. Todos sabemos que qualquer animal saindo do seu local de sobrevivência para um local estranho passa por diversas fases de habituação que lhe causa graves problemas psíquicos. Ainda mais, quando esses animais passam por fases várias de abandono chegando muitos deles ao auto-flagelo. Realojar esses animais 2, 3 ou 4 vezes com que finalidade? Isso nada tem de protecção animal e muito menos de bem-estar.

Nestes termos e porque nos compete, acima de tudo, proteger os animais, contra quem quer que seja, à semelhança do que, por exemplo, se passa no Zoo de Lisboa, resolveu esta Associação promover o apadrinhamento destes animais, mantendo-os no Canil ao nosso cuidado voluntário.
   - Não acredito mais uma vez no que acabo de ler. Uma Associação de Protecção Animal dar como exemplo o que se passa no Zoo de Lisboa? Não me digam que são favoráveis há existência de Zoos. Por favor se isso acontecer poupem-se ao esforço de me dar qualquer resposta.






 

Offline Teresa

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Canil Municipal - ALERTA URGENTE
« Responder #46 em: Janeiro 28, 2004, 22:30:03 »
Acabem com a CAÇA!!!
 

Offline Teresa

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Canil Municipal - ALERTA URGENTE
« Responder #47 em: Janeiro 28, 2004, 22:41:24 »
ou será que perdem muitos eleitores???
Pelo menos perdem eleitores que não valem NADA!
 

Offline pmucharreira

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Canil Municipal - ALERTA URGENTE
« Responder #48 em: Fevereiro 02, 2004, 21:16:14 »
De acordo com a requisição que apresentei à Mesa da Assembleia Municipal, foi deferido o pedido para ter acesso aos registos do Canil Municipal.

Assim, deslocado ao referido, constatei que os primeiros registos efectuados datam apenas de 21 de Março de 2003.

Confirma-se claramente aquilo que se suspeitava, ou seja, grande percentagem dos abandonos têm origem nas associações de caçadores.

Mais dados na próxima Assembleia Municipal...

Cumprimentos!

Pedro Ribeiro Mucharreira