Autor Tópico: Canil Municipal - ALERTA URGENTE  (Lida 10958 vezes)

Offline Sérgio

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Canil Municipal - ALERTA URGENTE
« Responder #30 em: Novembro 12, 2003, 17:46:38 »
Cara Inuca,
Penso que continuamos de acordo em todos os pontos e tem razão no que disse, o papel dos jornalistas é informar (já o tinha dito). Mas isto leva-nos para outro tema que não deve ser tratado neste tópico, e no qual sou leigo na matéria. A ética profissional, o que se deve ou não dizer ("off the record"), o que se deve ou não publicar...
Mas voltando ao que interessa, e respondendo à sua pergunta, é impossível colocarmos as fotos de cerca de 400 cães no site!
O site já começa a ficar lento para as pessoas que o querem consultar (problema que estamos a resolver), e a colocação de mais de 400 fotografias iria contribuir para que a demora fosse maior, para além da necessária preparação de todo esse processo.
Em todo caso, e seguindo a sua sugestão, vou solicitar a colocação de mais fotos.
Se conseguirmos adoptar alguns cães através do site já será uma vitória.

Cumprimentos

Sérgio Galvão
 

Offline Dog Lover

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Canil Municipal - ALERTA URGENTE
« Responder #31 em: Novembro 12, 2003, 22:01:12 »
Ora bem cá estou de novo para tentar apresentar apenas alguns pontos de vista que parece terem sido apenas abordados superficialmente por alguns inscritos neste fórum.

Pese embora a consciência de algumas pessoas seja apenas para criticar algo que está mal, gostaria de perguntar a todos, quantos de vós já indagaram do trabalho da APA à frente da gestão do canil municipal. Quantos já perguntaram à APA as horas que os seus dirigentes, e não está em causa se bem ou mal, passam por dia, por mês ou até mesmo anualmente dentro das instalações do canil? Quantos de vós pensais que para eles não existem domingos, nem feriados, nem Natal, nem feriados, e provavelmente nem férias?
Quantos já deram uma ou duas horas de voluntariado para com a APA? Sabem por acaso quantos sócios, dos ditos amigos dos animais tem as suas quotas em dia? Sabem por acaso o que os dirigentes da APA fazem para minimizar os problemas de animais abandonados? Conhecem por acaso o protocolo existente entre a Câmara Municipal e a APA? Das obrigações aceites pelas partes para a gestão do canil municipal? Enfim um número interminável de questões que provavelmente será muito complexo responder para quem não estiver dentro do assunto.
Mas mesmo assim tenham em consideração o seguinte:
Dos 400 animais existentes e recolhidos ao longo dos dois últimos anos pela APA, cerca de 60/70 % são fêmeas. Logo temos recolhido cerca de 250 fêmeas. Assim, e no caso destas fêmeas não terem sido recolhidas pela APA verifiquem o seguinte:

   - 1 Fêmea sem qualquer controlo tem 2 ninhadas de cachorros/ano;
   - Cada ninhada tem em média cerca de 8 animais sendo aqui também a percentagem de fêmeas na ordem dos 60/70 %;
      Ora cada cadela vai parir cerca de 8/10 novas fêmeas/ano;
   - Então, 250 x 8 = 2.000 novas fêmeas, logo 2000 novos animais que nem sequer chegam a ser controlados pelo homem:
   - Mas o caso muda imediatamente de figura se não forem tomadas medidas de captura e controlo destes animais.
   - Tomando em consideração estes números, verifiquem agora o que pode acontecer no final de dois anos:

   - 2.000 x 8 fêmeas / ano =  16.000 (novas fêmeas) e por aí fora.

São números feitos relativamente em cima do joelho mas que podem dar uma ideia da necessidade de se controlar todos os animais estejam eles abandonados ou não.
Assim e conforme estipulado por lei, o registo de uma animal, seja ele de companhia, de guarda, de caça etc., deve ser feito na Junta de Freguesia da área do proprietário.
Tive a oportunidade de indagar acerca dos licenciamentos efectuados nas várias Freguesias do n/Concelho e cheguei à triste conclusão de que apenas umas centenas de animais se encontram registados. E estes, na sua grande maioria, são feitos pelas pessoas que mais os abandonam, os caçadores. Mas não é a estes que quero dedicar estas linhas. Quero continuar a falar de números. São eles a fonte principal deste debate.

   Segundo fonte do Ministério da Agricultura, cerca de 63% da população rural tem um animal doméstico baixando para 8 % nas cidades. Ora calculando estes valores para o Concelho de T Vedras haverá entre urbano e rural cerca de 70.000 eleitores inscritos sendo cerca de 20.000 citadinos. Baseado na percentagem desta fonte, teremos então para o Concelho de T. Vedras;

         Rural = 50.000 hab x 63% = 31.500 animais
         Citadino = 20.000 hab x 8% = 1.600 animais
         Total de animais………   33.000 #61514;

   Facilmente com estes números se conclui que:

      1º - Sabendo que o custo de uma licença emitida pela Junta de Freguesia anda em média na ordem dos 6 euros verifica-se que só em licenciamentos teremos uma receita na ordem de:
         33.000 Animais x 6,00 €  =  198.000 €  +/- = 40.000 contos/ano

      2º - 198.000 € / Ano daria para colocar ao serviço da Câmara Municipal 2 ou 3 fiscais, para verificação de todas as freguesias, no que diz respeito aos animais existentes.
         3 Postos de trabalho / ano =  35.000 € sobrando para outras áreas sociais a quantia de 163.000 € +/- 32.750 contos.

      3º - 308 Municípios em Portugal com a mesma política de emprego e angariação de receitas seria igual a cerca de 1000 postos de trabalho criados para não fazer as contas às receitas que deixam de entrar anualmente nos cofres do estado… (se a Dr. Manuela Ferreira Leite vê estes números ainda me convida para trabalhar na D.G.C.I. #61514; ).

      4º Responsabilização dos proprietários dos animais dando baixa dos mesmos na sua área de residência quando a morte ou desaparecimento do animal ocorresse.

   Teríamos assim um dos modos mais correctos para que o abandono dos animais não ocorresse com tanta frequência. Nestas verbas não estão incluídos os valores dos animais vendidos pelos criadores anónimos de cães e gatos que proliferam por todo o País com as consequentes verbas não liquidadas por estas pessoas pelas transacções efectuadas.

   Claro que é fácil poder colocar as coisas por este prisma dos números mas certamente teremos também que avaliar a actuação da APA quando recolhe fêmeas e animais em difícil estado de sanidade e deixa que os mesmos sejam colocados dentro do canil e que estas ninhadas não sejam de imediato eutanasiados à nascença. As doações destes animais pequenos são fáceis de fazer, no entanto todos os outros vão ficando eternamente à espera de um dono piedoso que os queira adoptar.

   Por outro lado tive a oportunidade de verificar a ficha de adopção de canídeos da Câmara Municipal de Torres Vedras e é facilmente constatável que a mesma não observa qualquer cuidado em relação ao adoptante. Esse animal sai devidamente identificado? E se o novo dono depressa se fartar do animal? Onde vai parar? Novamente à rua sem que dessa atitude seja possível qualquer tipo de repreensão ou castigo.

   Por outro lado, as ditas Associações Zoófilas não podem estar a substituir um trabalho e um dever que pertence às edilidades. Elas podem ser um parceiro nessas acções mas nunca substitutas das críticas que lhe são frequentemente atribuídas. A não ser que o trabalho desempenhado por estas deixe algumas dúvidas. O fanatismo de algumas, levadas ao extremo, de não querer abater qualquer animal que entre doente no canil (com doenças incuráveis) é o resultado daquilo que nos é dado observar. Hoje mesmo li no Correio da Manhã o que se passa em Viseu com a Associação local, que não abate nenhum animal recolhido. Onde pensam eles que vão parar? Salvar o mundo? Não. De forma nenhuma se conseguirá esse tipo de situação. As Associações Zoófilas têm um papel muito mais importante a desempenhar. A sensibilização da população e o seu trabalho junto das escolas deve ser canalizado de forma eficiente para que estas próximas gerações não sejam confrontadas com os problemas que estamos a ter no momento. A implantação da Democracia em alguns países ditatoriais custa, quase sempre, muitas vidas humanas. Porque não sacrificar alguns animais para bem de todos os outros?

   Há ainda algumas formas de resolver o assunto desde que as autoridades competentes se empenhem. Os veterinários municipais e as Direcções Regionais de Agricultura são em parte um dos sectores menos inoperantes no assunto. Felizmente hoje, todos mais conscientes, sabemos como indiciar alguns desses responsáveis. É o resultado do que diariamente nos vai ser dado a observar consciencializando cada vez mais as nossas acções críticas para aqueles que nos governam. Isto é um sinal de Democracia. São estes os sinais que nos levam a reflectir nos dias em que temos que colocar um voto para a eleição dos nossos governantes. Cada vez que o temos de fazer, esse momento é sempre feito com mais consistência e com mais consciência.


   “HAVERÁ UM DIA QUE O HOMEM CONHECERÁ O ÍNTIMO DOS ANIMAIS
E NESSE DIA, UM CRIME CONTRA OS ANIMAIS SERÁ UM CRIME CONTRA A
HUMANIDADE"          (LEONARDO DA VINCI)
 

Offline pmucharreira

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Canil Municipal - ALERTA URGENTE
« Responder #32 em: Novembro 14, 2003, 19:53:40 »
Caro Dog Lover

Parabéns pelo seu estudo interessante e pelo brilhante trabalho da APA... contudo tenho apenas a notar a pequena insinuação que muitas pessoas não são voluntariosas. O certo é que nem todos podemos ajudar em tudo... eu próprio sou voluntário numa organização, contudo, nada diz respeito a animais, e por isso não me sinto menos (muito pelo contrário) participante para causas comuns e nobres.
É bom não esquecer que devemos cuidar e sermos "humanos" para com os animais, porém, penso que será certo para todos que acima de qualquer animal irracional estará sempre em primeiro lugar a Humanidade.

Como foi referido por uma colega na última Assembleia Municipal, enquanto se discutiu o problema dos canídeos o auditório estava repleto, quando se passou a discutir a questão pertinente da segurança das crianças da EB1 de Torres Vedras a sala ficou bem mais vazia.

A reflectir...

Cumprimentos a todos!

Pedro Ribeiro Mucharreira
 

Offline Dog Lover

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Canil Municipal - ALERTA URGENTE
« Responder #33 em: Novembro 15, 2003, 00:48:46 »
Caro Pedro Mucharreira
Agradeço a resposta dada à minha participação neste fórum. Congratulo-me igualmente por ser um dos voluntários activos deste País e por lutar pelos objectivos em que está empenhado. Este do bem-estar animal é o meu. Poderia ser um outro, no entanto foi aquele que mais me sensibilizou. Outros há certamente mas que de momento não posso dedicar-me por falta de tempo.

Quanto à sala da Assembleia Municipal vazia quando se começou a tratar do caso da EB1 é o reflexo de quanta coisa vai mal. A vida agitada em que muitas das pessoas tem no seu dia-a-dia pode ser bem uma das causas. No entanto e por perdermos nós, algum tempo com alguma troca de informação que é lida por muita gente, faz com que não nos sintamos como eles. Todo o muito que empenhamos nas nossas lutas será pouco para ajudar as próximas gerações a enfrentar os problemas. Mas, pelo menos, temos a nossa consciência tranquila com esta ajuda. Mais houvesse no lugar do comodismo e do egoísmo desenfreado existente.

Cumprimentos a todos.

“Os animais são seres que, pelo conjunto das suas características físicas e psíquicas, são merecedores de consideração moral séria e justa. Devemos respeitá-los integralmente, rejeitando todas as formas de exploração, violência ou morte a que possam ser submetidos”
 

Offline Sérgio Ribeiro Jacinto

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« Responder #34 em: Novembro 16, 2003, 08:51:29 »
Pois é dr. Carlos Miguel, o mal de muitos políticos é falarem muito e fazerem pouco.
Os nossos actos, para credibilizarem as nossas afirmações, têm de ser consequentes com elas.
Eu e o meu colega Pedro Castelo, na passada sexta-feira 14 de Novembro, dirigimo-nos pela manhã ao Canil Municipal e adoptámos, cada um de nós, um cãozinho ali abandonado.
Isto enquanto V. Exa. ainda está a pensar!
Aguardamos serenamente que venha a seguir este exemplo, tal como todos os nossos colegas responsáveis e população em geral, de modo que, em conjunto, possamos ultrapassar este problema grave da nossa actual sociedade, com boa fé e sem qualquer laivo de "animus conspirandi".
Obrigado.
 

Offline pmucharreira

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« Responder #35 em: Novembro 19, 2003, 21:56:43 »
Ola Sergio, de facto há que louvar a iniciativa...
consta que seguiram o exemplo já cerca de 80 pessoas... são menos 80 Dr Carlos Miguel...

Abraço!

Pedro Ribeiro Mucharreira
 

Offline gonzo

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« Responder #36 em: Novembro 22, 2003, 00:09:26 »
Boa tarde,

Não querendo parecer de alguma forma conhecedor de assuntos legais, encontrei este bocado de texto no site http://arcadenoe.clix.pt e ao qual gostaria de acrescentar um comentário:

 
quote:
Posso denunciar legalmente uma pessoa que vi abandonar um animal?

O abandono de animais constitui um problema grave, não só pelo que revela de falta de respeito e de ingratidão para com eles, mas ainda pelos perigos que pode originar. Tal é a gravidade do problema que tem vindo a legislar-se no sentido de impedir o abandono de animais. Na Declaração Universal dos Direitos dos Animais consignou-se que o abandono de um animal é um acto cruel e degradante. Em certos países, como a França, Itália e Canadá , o abandono de animais, constitui acto punível criminalmente. Em Portugal, apenas era proibido o abandono na via pública de animais velhos ou doentes. Fora esta proibição, era livre o abandono de animais. A Convenção Europeia para a protecção dos animais de companhia veio prescrever que ninguém deve abandonar um animal de companhia. Assim, na Projecto de D.L. que visa regulamentar aquela Convenção, da autoria do Instituto de Protecção da Produção Agro-alimentar, considera-se o abandono uma contra-ordenação, com coima de 5.000$00 a 500.000$00, que poderá ascender a 6.000.000$00 em caso de dolo e quando o infractor for uma pessoa colectiva. A Assembleia da Repúbica aprovou a Lei sobre a Protecção dos Animais onde se proibe o abandono intencional na via pública de animais que tenham sido mantidos sob o cuidado e protecção humanas, num ambiente doméstico ou numa instalação comercial ou industrial. Face ao exposto, a denúncia de casos de abandono de animais às autoridades locais ou à Sociedade Protectora dos Animais que tomará as medidas adequadas, torna-se fundamental para uma maior sensibilização perante este problema que constitui, acima de tudo, uma questão de cultura e respeita a todos os a seres vivos.


Ora se a legislação existe e se as coimas são tão avultadas, a prática desta autuação poderia começar a fazer pensar duas (ou mais vezes) todo e qualquer individuo que se lembrasse de abandonar um animal.

Não penso que esperar por 2006 (obrigatoriedade de chipagem) para começar a pedir responsabilidades seja uma boa solução... mais vale lutar com as armas que se tem à mão.

Bom fim de semana (se conseguirem),
Gonzo
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Offline gonzo

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Canil Municipal - ALERTA URGENTE
« Responder #37 em: Novembro 22, 2003, 00:16:04 »
Acrescento aqui mais um link do site do ministério da agricultura, relativo a uma documento sobre as práticas a serem tomadas para infracções com animais não-humanos:
http://www.min-agricultura.pt/oportal/extcnt/docs/FOLDER/CA_IMPRENSA/MPR_CMN/REGRAS-PRATICAS.DOC
Gonzo
-----------------------

Offline Sandra Agostinho

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« Responder #38 em: Novembro 22, 2003, 04:53:00 »

  Olá,Gonzo!

  Excelente link do Ministério da Agricultura![:D]

  Já tive a oportunidade de o ler na íntegra e confesso, anseio
  muito honestamente que em termos futuros sejamos mais sensíveis
  e justos perante este tipo de situações (individual e colectiva
  mente falando)! Isto perante animais, sejam de que tipo  
  pertencerem!
  Não é nem será justo, que pela ignorância de uns e sobretudo,  
  arrogância de outros, sejam os animais, a sofrerem na pele os maus
  tratos e o abandono efectuados pelos donos! [:(!]
     
  Para se ter um animal, cada indivíduo deveria ter a suprema consciência, sim consciência pois ela muitas vezes falha, acerca de muitos aspectos, alguns deles já foram frisados neste tópico sobre o Canil Municipal. [|)]

  Pessoalmente, reúno algumas condições para adoptar um animal do Canil (não as suficientes). Como tal, e não obstante disso, penso que ainda o mais importante para qualquer animal será a companhia, a atenção e por consequência, todo o amor (palavra que se encontra muito em desuso nos dias de hoje), que lhe possamos vir a atribuir. Ou seja, resumindo e concluíndo, como ainda não mudei de casa e de momento estou a morar num andar,infelizmente, ainda não posso adoptar. Mas, prometo que o farei, assim que puder! [;)]

 Com os melhores cumprimentos,

 Sandra Agostinho
Sandra Agostinho

Offline Sérgio Ribeiro Jacinto

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« Responder #39 em: Dezembro 08, 2003, 08:05:59 »
Então, Dr. Carlos Miguel, já se decidiu a ir buscar um cãozinho ao canil municipal, ou ainda continua a pensar?
Desculpe-me a insistência, mas é que já passou quase um mês...
quote:
Mensagem original por Carlos Miguel

Não fui adoptar um cão mas estou seriamente a pensar em fazê-lo.
Porém, informo que com este alarido todo não tenho notícias que tenha havido adopção de cães.
Aliás, na Assembleia Municipal de quinta-feira foi dito que havia na mesa fichas de adopção, e das mais de 100 pessoas presentes, não houve uma que levantasse um ficha.
Por outro lado, o problema não é de Torres Vedras é de todos os concelhos do país e ninguém tem 400 cães em cativeiro.
Só que "olhos que não vêem, coração que não sente".
O PMucharreira que me desculpe, mas a um membro da Assembleia Municipal exige-se outro rigor e deve saber que toda e qualquer verba que dê entrada na Câmara tem que fazer parte do Orçamento da Receita, assim como qualquer despesa tem que fazer parte do Orçamento da Despesa. Por outro lado, nem a Câmara, nem nenhuma Câmara do país, consegue fazer o rastreio de todos os cães existentes no concelho, e mesmo que o fizesse hoje, amanhã estaria desactualizado.
Pergunte-se a Mafra, ao Sobral, às Caldas, a Sintra, como fazem, como resolvem.

Cumprimentos

Carlos Miguel

 

Offline Carlos Miguel

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Canil Municipal - ALERTA URGENTE
« Responder #40 em: Dezembro 09, 2003, 21:30:27 »
Já decidi que quando tiver vida quotidiana que me permita cuidar pessoalmente de um animal, adoptarei um cão (disse cão, não disse cachorro).
Também decidi que quando o fizer não levarei fotografo comigo.

Cumprimentos

Carlos Miguel
 

Offline Sérgio Ribeiro Jacinto

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Canil Municipal - ALERTA URGENTE
« Responder #41 em: Dezembro 10, 2003, 08:18:29 »
Quando os actos praticados, pretendem ser nobres, altruistas e exemplares de "per si", ainda que modestamente, os fotógrafos bastam e acompanham-os com gosto, porque não são pródigos e entendem perfeitamente a mensagem que se quer transmitir.

Por outro lado, "a contrario", quando se emitem Ordens de Serviço, no mínimo inqualificáveis, pelos vistos, nem todas as câmaras de televisão juntas bastam para as deter, não é verdade?

A cadela que oportunamente fui resgatar ao canil municipal é muito adulta, conforme facilmente se pode comprovar, embora seja de porte pequeno, na medida em que o tamanho dos cães tem de ser compatível com o espaço das casas de quem os adopta.

Obrigado.

Sérgio Ribeiro Jacinto.
quote:
Mensagem original por Carlos Miguel

Já decidi que quando tiver vida quotidiana que me permita cuidar pessoalmente de um animal, adoptarei um cão (disse cão, não disse cachorro).
Também decidi que quando o fizer não levarei fotografo comigo.

Cumprimentos

Carlos Miguel

« Última modificação: Dezembro 10, 2003, 08:32:02 por Sérgio Ribeiro Jacinto »
 

Offline RN

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Canil Municipal - ALERTA URGENTE
« Responder #42 em: Dezembro 11, 2003, 07:39:32 »
Boa noite a todos,
Apesar de não ser natural de Torres Vedras, vivo nos arredores desta cidade, que adoptei como minha, desde os meus 7 anos, e devo dizer que gosto muito de viver neste concelho.
É com muito agrado que registo e existência deste forum, do qual tive conhecimento à poucos dias, precisamente por causa do assunto que me trás aqui: o abate dos cães!
Tenho as minhas dúvidas que gostava de ver esclarecidas (mesmo depois de ler todas as mensagens deste tópico) e penso que este é o local ideal para quem de direito me responder:
Primeira: Quem é que faz efectivamente a gestão do canil, a câmara ou a Associação Protectora (saúdo desde já o trabalho voluntário desta associação)?
Segunda: Quem é que suporta os custos do canil?
terceira: porque deixaram o canil atingir a lotação de 400 cães se a capacidade era de 200 e não lançaram uma campanha antes?
Quarta: É verdade que não se podem adoptar todos os cães porque alguns têm "padrinhos" e é paga à Associação Protectora uma mensalidade, não deixando esta sair do canil esses cães, continuando a receber o dinheiro, ficando lugares cativos no canil (foi-me dito por quem tentou adoptar um!)?
Gostaria, se possível de obter respostas.

RN


 

Offline APA

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Canil Municipal - ALERTA URGENTE
« Responder #43 em: Dezembro 11, 2003, 08:32:34 »
É com todo o gosto que vamos tentar, desde já, responder a todas as suas questões:

Está esta Associação muito empenhada em continuar a assumir o seu papel de parceira da Câmara Municipal de Torres Vedras na gestão do seu Canil, conforme foi oportunamente protocolado, no sentido de se ajudarmos mutuamente e tentarmos ultrapassar, evitando o recurso ao abate, o problema do excesso de canídeos abandonados e maltratados neste Concelho que, pelas mais variadas razões, acabam sempre por ser deixados naquele Canil.

Somos uma Associação de carácter filantrópico, sem fins lucrativos, em regime de único e exclusivo voluntariado e que tem vivido, quase na totalidade, das pequenas quotizações dos seus associados - 1 €uro/mês.

Teoricamente e segundo a clausula sexta do protocolo celebrado, em tempo, entre esta Associação e a Cãmara, a gestão do Canil pertence exclusivamente a esta última.

No entanto, na prática, o que se  verifica é que mais de metade da ração é adquirida por esta Associação, que também suporta todas as despesas de saúde, incluindo a vacinação (excluindo a da raiva) de todos os animais do Canil.

Foi também esta Associação que comprou todos os contentores/comedouros de ração existentes, feitos em chapa zincada, totalizando 20; instalou uma pequena farmácia de apoio ao Canil, capaz de responder a quase todos os problemas de saúde dos animais; instalou redes-sombra em todas as boxes, no período do verão; adquiriu paletes de madeira para os animais poderem dormir mais confortavelmente, porque antes faziam-no em cima do cimento; pintou o interior do Canil, etc., etc.  

Pensamos que a sua segunda questão ficou anteriormente respondida.
Contudo podemos ainda acrescentar que as despesas de água e luz são suportadas pela edilidade, bem como os encargos respeitantes ao Veterinário Municipal e à funcionária que ali presta apoio.

Todas as campanhas que têm sido feitas e são muitas - Feira de S. Pedro; Supermercados Modelo; Feira Nova das Caldas; Oeste infantil; Parque das Nações em Lisboa; Exposalão da Batalha; contactos pessoais para adopção; etc. - têm tido sempre e exclusivamente a iniciativa desta Associação.

De qualquer forma, não há campanha de adopção que consiga resistir, quando, só uma associação de caçadores - a de São Mamede da Ventosa -em dois únicos dias, "despeja" no Canil 60 animais.
Leu bem, são mesmo 60 animais.  

Convém sublinhar que só o Veterinário Municipal é responsável pela entrada dos animais, facto a que esta Associação é completa e totalmente alheia.

Desta forma, facilmente se depreende que difícil é não ultrapassar os 400 animais.

Relativamente ao apadrinhamento, convém esclarecê-lo como é que o mesmo se processa:

Há animais que tiveram um percurso de vida muito difícil e atribulado.

Chegam a entrar e a sair do Canil por diversas vezes, a ele retornando, numa perspectiva de algo descartável que se pode usar e deitar fora.

Além do mais, alguns não têm qualquer raça ou pedigree, não sendo, por isso, susceptiveis de serem facilmente adoptados.

Nestes termos e porque nos compete, acima de tudo, proteger os animais, contra quem quer que seja, à semelhança do que, por exemplo, se passa no Zoo de Lisboa, resolveu esta Associação promover o apadrinhamento destes animais, mantendo-os no Canil ao nosso cuidado voluntário.

Compete ao padrinho/madrinha, através do pagamento de 5 €uros mensais ajudar na sua alimentação e com 10 €uros anuais para a sua vacinação.

Ainda assim e apesar do muito carinho que lhes dispensamos, estes animais poderão ser adoptados a todo o tempo, com a única condição de o(s) adoptante(s) nos inspirar(em) a confiança que consideremos necessária.

Por último e porque demonstra interesse pela matéria em apreço, convidamo-lo a adoptar ou a apadrinhar um cão do Canil e a tornar-se sócio desta Associação.

Na expectativa de termos satisfeito a sua curiosidade e respondido aos seus anseios, endereçamos os nosso melhores cumprimentos a V. Exa.


A Presidente da Direcção,

Olinda Dias.


quote:
Mensagem original por RN

Boa noite a todos,
Apesar de não ser natural de Torres Vedras, vivo nos arredores desta cidade, que adoptei como minha, desde os meus 7 anos, e devo dizer que gosto muito de viver neste concelho.
É com muito agrado que registo e existência deste forum, do qual tive conhecimento à poucos dias, precisamente por causa do assunto que me trás aqui: o abate dos cães!
Tenho as minhas dúvidas que gostava de ver esclarecidas (mesmo depois de ler todas as mensagens deste tópico) e penso que este é o local ideal para quem de direito me responder:
Primeira: Quem é que faz efectivamente a gestão do canil, a câmara ou a Associação Protectora (saúdo desde já o trabalho voluntário desta associação)?
Segunda: Quem é que suporta os custos do canil?
terceira: porque deixaram o canil atingir a lotação de 400 cães se a capacidade era de 200 e não lançaram uma campanha antes?
Quarta: É verdade que não se podem adoptar todos os cães porque alguns têm "padrinhos" e é paga à Associação Protectora uma mensalidade, não deixando esta sair do canil esses cães, continuando a receber o dinheiro, ficando lugares cativos no canil (foi-me dito por quem tentou adoptar um!)?
Gostaria, se possível de obter respostas.

RN




« Última modificação: Dezembro 11, 2003, 08:40:48 por APA »
 

Offline Dog Lover

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Canil Municipal - ALERTA URGENTE
« Responder #44 em: Dezembro 17, 2003, 21:50:57 »
Está esta Associação muito empenhada em continuar a assumir o seu papel de parceira da Câmara Municipal de Torres Vedras na gestão do seu Canil, conforme foi oportunamente protocolado

   - Resta saber se existe o mesmo interesse por parte da Câmara.(?)

evitando o recurso ao abate, o problema do excesso de canídeos abandonados e maltratados neste Concelho que, pelas mais variadas razões, acabam sempre por ser deixados naquele Canil

   - Como é que é possível não haver abate dos animais capturados ou despejados no canil municipal se existe um problema de excesso? Com campanhas de doação? Não conseguem….. por muitos animais que a APA doe consciente que o mesmo não vai tornar a ser abandonado posteriormente…. Quando houver espaço no canil… entram mais 200 e mais 200 e mais 200. como vão fazer se não houver uma política de gestão do canil se ainda, por parceria com a Câmara, através de protocolo existente, a gestão do canil pertence à edilidade?


Somos uma Associação de carácter filantrópico, sem fins lucrativos, em regime de único e exclusivo voluntariado e que tem vivido, quase na totalidade, das pequenas quotizações dos seus associados - 1 €uro/mês.

   - Todos sabem isso. E as Associações Zoófilas quando deitam mãos ao trabalho já contam com isso. Dos muitos sócios pseudo amigos dos animais…. Muitos nem a quota têm em dia. Mas esses são sempre os primeiros a interrogarem-se sobre o trabalho desenvolvido pelos zoófilos voluntários. Resta saber se esses que não pagam são muitos ou poucos. Todos temos o direito de saber. As contas de qualquer Associação seja ela zoófila ou não, com ou sem fins lucrativos, devem ser divulgadas aos seus sócios anualmente. E não só. Para credibilização da própria Associação deve ser também entregue à Câmara Municipal um relatório das mesmas para que se inteirem, também eles, das dificuldades financeiras com que se debatem. Para que eles entendam que há prioridades.
Com o devido respeito que me merece qualquer músico, disponibilizar uma verba de 3 ou 4.000 euros para a compra de um saxofone de uma sociedade filarmónica quando ainda existe alguém sem os bens necessários ao seu bem-estar é sempre de lamentar. Que tenha conhecimento, até hoje, nunca vi qualquer esclarecimento por parte da APA.

No entanto, na prática, o que se verifica é que mais de metade da ração é adquirida por esta Associação, que também suporta todas as despesas de saúde, incluindo a vacinação (excluindo a da raiva) de todos os animais do Canil
   - Existe alguma cláusula no protocolo que informe que a alimentação dos animais existentes é da competência da Câmara? Afinal, por lei, a recolha de animais capturados pelas Câmaras Municipais, não tendo a reclamação dos mesmos ocorrido findos 8 dias, devem ser alienados, eutanasiados ou doados a instituições zoófilas legalmente constituídas que destinarão o seu fim. Se assim é, não tem que se lamentar pelo consumo de ração que é devido à APA. Afinal eles só são animais vossos para doação? Só a salvaguarda da vida do animal lhes interessa? Estranho…

Foi também esta Associação que comprou todos os contentores/comedouros de ração existentes, feitos em chapa zincada, totalizando 20; instalou uma pequena farmácia de apoio ao Canil, capaz de responder a quase todos os problemas de saúde dos animais; instalou redes-sombra em todas as boxes, no período do verão; adquiriu paletes de madeira para os animais poderem dormir mais confortavelmente, porque antes faziam-no em cima do cimento; pintou o interior do Canil, etc., etc.
   - Não entendo. Afinal o canil não é Municipal?
   Porque razão aceitou a APA um protocolo com a Câmara Municipal se sabia que tinha de gastar dinheiro com o equipamento com que ia trabalhar? Será que os sócios da APA sabem que o dinheiro das suas quotas está a ser empregue em Imobilizado da Autarquia? Ó sr. Presidente…. Assim não vale!!! Governar com o dinheiro dos contribuintes já chega o dos nossos impostos!...
   Sabe a Direcção da APA que as Câmaras Municipais são obrigadas por lei a terem instalações municipais condignas para a recolha de animais?
   Porque motivo não foi feito mais um esforço e construiu a própria Associação o seu santuário de animais?
   

De qualquer forma, não há campanha de adopção que consiga resistir, quando, só uma associação de caçadores - a de São Mamede da Ventosa -em dois únicos dias, "despeja" no Canil 60 animais.
Leu bem, são mesmo 60 animais.

   - E a APA aceitou sem indagar ou responsabilizar os culpados?
   O que foi feito pela APA para apontar o dedo dos responsáveis? Uma Associação de Caçadores despejou….. com conivência do Sr Veterinário Municipal?
Uauuuuu isto é grave. Sr Veterinário…. Pode esclarecer-nos aqui a quem foram pedidas responsabilidades por este acto? Se calhar a ninguém. E os prevaricadores vão continuar a faze-lo… sabe porque? Porque os sócios das Associações pagam anualmente uma jóia de valor elevado para poderem depois na época venatória dar asa à sua desenfreada vontade de matar. Matar tudo o que se mexe. Só que o problema é que já nada mexe. Os próprios animais abandonados por eles acabaram com a caça ou o que restava dela. E agora que já pouco ou nada existe, um cão abandonado numa reserva de caça é um problema. Para o próximo ano são menos 40 ou 50 caçadores que desistem de pagar a jóia. E ela faz falta à Associação. Neste momento tenho conhecimento que existem fortes indícios de guardas das reservas de caça empenhados em eliminar todo o tipo de predadores naturais para que os caçadores tenham algo para matar durante o dia de caça. São exemplo disso inúmeras espécies em vias de extinção, como falcões, águias etc etc.
Será que o Sr Veterinário é também caçador? Se é, tem razão de ser a tomada de atitude. Compreende-se perfeitamente.

Há animais que tiveram um percurso de vida muito difícil e atribulado.
Chegam a entrar e a sair do Canil por diversas vezes, a ele retornando, numa perspectiva de algo descartável que se pode usar e deitar fora.
    Em relação a este assunto deixe-me dizer uma única palavra. Incompetência.
   Esta é a forma que tenho para demonstrar que a doação de animais por parte da APA está longe de constituir um progresso no bem-estar animal. Todos sabemos que qualquer animal saindo do seu local de sobrevivência para um local estranho passa por diversas fases de habituação que lhe causa graves problemas psíquicos. Ainda mais, quando esses animais passam por fases várias de abandono chegando muitos deles ao auto-flagelo. Realojar esses animais 2, 3 ou 4 vezes com que finalidade? Isso nada tem de protecção animal e muito menos de bem-estar.

Nestes termos e porque nos compete, acima de tudo, proteger os animais, contra quem quer que seja, à semelhança do que, por exemplo, se passa no Zoo de Lisboa, resolveu esta Associação promover o apadrinhamento destes animais, mantendo-os no Canil ao nosso cuidado voluntário.
   - Não acredito mais uma vez no que acabo de ler. Uma Associação de Protecção Animal dar como exemplo o que se passa no Zoo de Lisboa? Não me digam que são favoráveis há existência de Zoos. Por favor se isso acontecer poupem-se ao esforço de me dar qualquer resposta.