Autor Tópico: Desertificação dos Centros Históricos  (Lida 6903 vezes)

Offline torreense

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Desertificação dos Centros Históricos
« Responder #30 em: Abril 06, 2008, 02:49:44 »
Atão na é cu amigo tá memo trocado das ideiiiias........

Tssssss, agora diz que as “urbanas” passam na praça, será que quer dizer Mercado Municipal ou Largo de S. Pedro?
Tão preocupado que está em conotar o meu “nick” com um habitante de Torres Vedras.... Será que é essa a conotação que pretendo ou será a de um acérrimo defensor dos valores de Torres Vedras e uma homenagem ao principal embaixador da minha terra cuja sigla você usa no seu nick (SCUT)?

Quanto à criação das linhas urbanas serem contrapartidas negociadas, não sei, mas estava interessado em saber. Você sabe? E se foi, concorda? E se as contrapartidas foram outras, também concorda?
Caminhos para o arena são muitos e conheço-os todos, alguns até foram planeados só para acesso a zonas habitacionais, agora quase parecem vias rápidas que para terem continuidade têm que se desviar das casas...... Também concorda com isto?

TORREENSE com muito orgulho
 

Offline SCUT4EVER

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Desertificação dos Centros Históricos
« Responder #31 em: Abril 06, 2008, 22:56:31 »
o senhor sabe muito bem que a praça é o mercado municipal. o senhor já deixou bem claro noutras intervenções que é esssa a conotação que pretende!sim, eu concordo que essa tenha sido uma contrapartida e digo mais ainda bem que vem aí o Aki, o Staples Office Center, e a Decathlon! e que as urbanas passem lá também! e que os comerciantes façam mais para promover o comércio tradicional do que apenas dizer mal das grandes superfícies, porque falam muito mas fazem pouco, e além disso já se provou que após a abertura do arena até aumentou o número de pessoas a circular no centro de torres agora se essas pessoas não compram nada é porque os comerciantes não sabem promover o seu negócio!

cumprimentos
 

Offline torreense

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Desertificação dos Centros Históricos
« Responder #32 em: Abril 07, 2008, 17:34:48 »
Bom dia,
O amigo SCUT4EVER continua equivocado,
e agora entrou decididamente em "areias movediças"... veja lá se se enterra..
Concorda que tenha sido uma contrapartida..... se o foi, e não me deu resposta a esta questão, será que foi a única? Ou o facto de aquele "monstro" ter aberto sem liçença, sem vistorias, sem horário de funcionamento, etc. etc. também foi contrapartida? E porquê contrapartidas? Já não chegam os fundos comunitários a que recorrem com o argumento de criar postos de trabalho? E será que aquilo são postos de trabalho? Parece que a inspecção de trabalho passou por lá e "só" detectou umas dezenas de infrações. O meu amigo anda mesmo equivocado.....
Fale com as pessoas que AINDA lá trabalham e pergunte-lhes as condições em que o fazem E PORQUE O FAZEM. Quanto aos comerciantes, como voçê lhes chama, o Sr. sabe o que é investir num determinado local, todas as suas economias e não só, criar 10 postos de trabalho respeitando todas as obrigações legais (segurança social, contrato de trabalho sem termo, medicina do trabalho, seguro de acidentes de trabalho, formação profissional, horário de trabalho, etc.), verificar as condições do local e prespectivar 5 anos para recuperar esse investimento e numa decisão camarária alterarem essas condições sem olhar a quem, só porque lhes pareceu bem? Pois, aqui a contrapartida foi arruinarem ou pelo menos, provocar um rombo enorme, nesse EMPRESÁRIO DO COMÉRCIO e obrigá-lo a procurar outro local para continuar a sua actividade. Como pode voçê falar do que não sabe? Provávelmente é funcionário público ou afim, e a sua preocupação é só chegar ao dia 22 e receber o ordenado na CGD.
Não tenho nada contra a instalação de outras empresas na região, agora tenho é o direito de mostrar a minha indignação pelo tratamento preferencial que lhes é dado, sem razão, e pior, que venham mas respeitem as regras do mercado em todas as vertentes onde essas regras existem.
Leia atentamente o "post" enviado pelo forista TRAÇA em 09/08/2007 para este mesmo tópico e aprenda.

Cumps.

TORREENSE  

« Última modificação: Abril 07, 2008, 17:36:42 por torreense »
 

Offline torreense

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Desertificação dos Centros Históricos
« Responder #33 em: Abril 07, 2008, 21:11:29 »
Curioso, como o que se discute aqui, é noticia nacional......

Já agora Sr. SCUT4EVER

Leia a página central do CORREIO da MANHÃ de hoje e veja o que quero dizer com CONTRAPARTIDAS.....[:p]

E já agora leia a primeira página e vêja o qual a preocupação com o trabalho precário......[:o)]

Voçê não parece viver neste país, ou então anda na terra por ver andar os outros.....[}:)]

Cmps.

TORREENSE
 

Offline ricardol

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Desertificação dos Centros Históricos
« Responder #34 em: Abril 07, 2008, 22:04:44 »
quote:
Mensagem original enviada por torreense

Bom dia,
O amigo SCUT4EVER continua equivocado,
e agora entrou decididamente em "areias movediças"... veja lá se se enterra..
Concorda que tenha sido uma contrapartida..... se o foi, e não me deu resposta a esta questão, será que foi a única? Ou o facto de aquele "monstro" ter aberto sem liçença, sem vistorias, sem horário de funcionamento, etc. etc. também foi contrapartida? E porquê contrapartidas? Já não chegam os fundos comunitários a que recorrem com o argumento de criar postos de trabalho? E será que aquilo são postos de trabalho? Parece que a inspecção de trabalho passou por lá e "só" detectou umas dezenas de infrações. O meu amigo anda mesmo equivocado.....
Fale com as pessoas que AINDA lá trabalham e pergunte-lhes as condições em que o fazem E PORQUE O FAZEM. Quanto aos comerciantes, como voçê lhes chama, o Sr. sabe o que é investir num determinado local, todas as suas economias e não só, criar 10 postos de trabalho respeitando todas as obrigações legais (segurança social, contrato de trabalho sem termo, medicina do trabalho, seguro de acidentes de trabalho, formação profissional, horário de trabalho, etc.), verificar as condições do local e prespectivar 5 anos para recuperar esse investimento e numa decisão camarária alterarem essas condições sem olhar a quem, só porque lhes pareceu bem? Pois, aqui a contrapartida foi arruinarem ou pelo menos, provocar um rombo enorme, nesse EMPRESÁRIO DO COMÉRCIO e obrigá-lo a procurar outro local para continuar a sua actividade. Como pode voçê falar do que não sabe? Provávelmente é funcionário público ou afim, e a sua preocupação é só chegar ao dia 22 e receber o ordenado na CGD.
Não tenho nada contra a instalação de outras empresas na região, agora tenho é o direito de mostrar a minha indignação pelo tratamento preferencial que lhes é dado, sem razão, e pior, que venham mas respeitem as regras do mercado em todas as vertentes onde essas regras existem.
Leia atentamente o "post" enviado pelo forista TRAÇA em 09/08/2007 para este mesmo tópico e aprenda.

Cumps.

TORREENSE  



 

Offline ricardol

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Desertificação dos Centros Históricos
« Responder #35 em: Abril 07, 2008, 22:26:22 »
Caro Torrense tem todo o meu apoio,deviamos ser mais a defender
o Comercio tradicional, porque os senhores que estão bem instalados
nos gabinetes não têem consciencia da realidade, porque os contribuites vão cotribuindo.
O sr Carlos miguel sózinho não consegue,dar a ajuda que o centro
histórico preciza, esse sim tem dado bem o exemplo,
continue com a mesma força
« Última modificação: Abril 08, 2008, 21:26:48 por ricardol »
 

Offline torreense

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Re: Desertificação dos Centros Históricos
« Responder #36 em: Fevereiro 21, 2015, 22:42:40 »
Artigo de opinião de PAULO MORAIS

Jornal Correio da Manhã  21.02.2015 00:30


As cidades portuguesas conquistam cada vez mais turistas e são consideradas destino de eleição para muitos especialistas. Têm património, restauração e hotelaria com boa relação qualidade-preço. E bom clima. Mas, paradoxalmente, não proporcionam qualidade de vida aos residentes. Para as famílias portuguesas, as suas novas cidades são hoje os centros comerciais. Menos por mérito próprio destes e mais por incompetência dos autarcas.

Os espaços comuns dos centros comerciais ganham em toda a linha.


O chão está limpo e em boas condições de conservação, enquanto ruas e passeios estão sujos e esburacados, alguns cheios de crateras, que ameaçam idosos e crianças incautas. Nos centros, há um ambiente geral de segurança, enquanto em algumas ruas, particularmente em Lisboa, paira a marginalidade. Além do mais, há todo um conjunto de equipamentos de que os centros dispõem, como parques infantis, WC asseados e fraldários, que rareiam na via pública. Nos shoppings, há zonas de descanso com mobiliário ergonómico; já nos jardins públicos os bancos estão danificados e os canteiros destruídos.

Não é pois de admirar que as famílias, nos seus tempos livres, procurem o conforto dos centros comerciais e não os espaços inóspitos das ruas.


O abandono do espaço público constitui um constrangimento crónico nas cidades portuguesas. O que é inadmissível, porquanto são gigantescos os orçamentos municipais, com os 700 milhões anuais de Lisboa a liderar. Mas os autarcas têm mais onde gastar dinheiro, distribuindo empregos por boys partidários ou repartindo benesses pelos mais diversos grupos de apaniguados. É claro que depois faltam recursos para aquela que deveria ser a primeira das missões municipais, a manutenção e conservação do espaço público. Há que pôr cobro aos erros acumulados.


É pois este o desafio da nova geração de autarcas, em particular nas áreas metropolitanas: gerir com seriedade e competência o património valioso que lhes é confiado. Se não o fizerem, então as autarquias só servem para gastar recursos.

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