O torreense tem muita razão na sua intervenção. Infelizmente tentou-se copiar, olhando apenas para o que vemos do iceberg, a ponta. Esquecendo que várias medidas como as que aponta o Dr. Carlos Miguel noutras realidades levaram anos a modificar, quer com acessibilidades e comodidades, quer através de mudanças comportamentais. Aproveito para dizer que isto dos portugueses serem pouco cívicos (não confundir com educados) não é característica social do povo em si. Trata-se apenas de uma fraca aposta em sensibilização cívica e cidadania, e como diz o Dr Carlos Miguel e nesse ponto estou em concordância, em modificar mentalidades (alterar não será o termo correcto) no sentido evolutivo e adaptativo face a novas formas de comercializar, com a ousadia de inovar, acrescida dum esforço publico para melhorar a atractividade dos espaços públicos. Já agora, diria que mais locais com bancos cujo formato fomentem o convívio, deveriam ser colocados um pouco por todo o lado (os bancos em semi circulo são mais propícios à conversa).
Característica social marcadamente portuguesa é a que o Marioc fala inplicitamente e que o RuiSantos redobra, quando se refere à critica que todos sabemos voluntariamente fazer, e dificilmente conseguimos aceitar. Ora, colectivamente e individualmente somos um povo que precisa de saber reconhecer os seus erros, aprender e re-fazer-se deles aceitando a critica e reagindo positivamente a ela, interiorizando processos de aprendizagem. Tenho uma amiga que diz que toda a critica positiva ou negativa é sempre ajuda. Refletir é a solução. Temos de mudar a mentalidade sim sr Presidente. Temos de mudar a mentalidade feudalista, do quero posso e mando. Do beneficio apenas ao sector financeiro sem saber fazer a ponte com os interesses do eleitorado.
Marioc, nos dias de hoje não vale a pena estar no comercio com pensamentos de há trinta anos atrás, esperando que seja sempre o paizinho Estado a fazer tudo por nós. As associações comerciais desde à muito que usufrem dos dinheiros de todos. Têm de saber apresentar iniciativas, candidatarem-se a projectos e fundos, para investir em mais formação dos quadros dos seus associados, como também colocarem parte de algum investimento em acções de, por exemplo, animação de rua.
Não podemos andar constantemente a dizer que somos maus ou que somos chico espertos. Isso só irá ajudar a manter as atitudes e comportamentos banalizados.
Se querem começar a mudar mentalidades existem muitas oportunidades para ajudar a construir democracia, séria participativa com acções de sensibilização. Parece-me até, caro Dr. Carlos Miguel que já foi interpelado por alguém para a apresentação de um projecto de cidadania, que ajudaria em grande medida a "alterar" como diz as mentalidades. Tenha a ousadia...de apoiar, até por é do seu partido...
Quanto ao RuiSantos, homem não se vá embora fique participe pois a aventura democratica é construida todos os dias em todos os lugares e a todo o momento. Não mudaremos o mundo mas podemos começar por mudarno-nos a nós proprios e a influenciar o "nosso" ambiente, os nossos mundos.